Passei a vida inteira tentando desenhar como uma criança. Mas não me ocorreu que eu poderia realizar esse sonho escrevendo um blog.
O mais famoso pintor da humanidade. Virei nome de carro, condomínio, perfume e trocadilho.
Em 1940, com Paris ocupada pelos nazistas, um oficial alemão, diante de uma foto do quadro, perguntou-me se havia sido eu quem tinha feito aquilo. Então, com o sangue quente espanhol, respondi: ‘Não, foram vocês!’. Pena que o Tarantino não estava lá para registrar.
Pablo Picasso by Blogs do Além (via Carta Capital)
Em ano de Copa…
12/01/2010
… (e também no ritmo do evento em 2014 no Brasil), o escritor e rapper Ferréz (Wikipedia) ’provoca’ talvez o maior jornalista esportivo brasileiro, Juca Kfouri. Muito bom, imperdível & sensacional. Da série de ‘programetes internéticos’ do Ferréz, o Interferência, que também vai ao na TV pela Cultura no programa Manos e Minas, apresentado pelo Thaíde.
+esporte
+futebol
Da Piauí, 1 – Aqui passava um rio
07/01/2010
‘Olha, Mococa (era esse o apelido de Greenhalgh [advogado, ex vice-prefeito de São Paulo]), avisa que vai ter só meia hora de festa. Depois, dá um jeito de acabar com essa bagunça que eu quero dar um trato na Marisa e dormir cedo’, teria dito Lula, segundo Greenhalgh. Entre abraços e copos de cerveja, Lula foi até o quintal e soltou um passarinho.
‘Quando voltei pra casa achei um absurdo aquele passarinho estar na cadeia. Eu não tinha a dimensão de que soltando um passarinho, ele poderia morrer. Certamente, ele morreu, mas morreu em liberdade’.
Trechos de Lula, o inimigo do estado, revista Época São Paulo de janeiro.
Aquela da bicicleta
07/01/2010
Você acha que uma rotina é importante para manter a produtividade?
Não vou usar a velha imagem da bicicleta, mas penso que é por aí. Deve-se pedalar, pedalar diariamente, mesmo que a bicicleta seja ergométrica e não saia do lugar. Pelo menos se está exercitando o ofício.
O escritor Luís Fernando Veríssimo, que lançou recentemente um novo romance/ficção, Os Espiões (Alfaguara), em entrevista para a Época (o texto na íntegra deve ser liberado sábado, dia 9).
Tragédia pouca é bobagem
05/01/2010
A China quebra
Hugo Chávez cai
Revolta contra o racismo na Europa
Brasil se torna a nova China [medo!]
Fidel Castro Morre
Algumas das previsões que a Newsweek fez para o ano (via Brasil Econômico).
(…) Se depender de Brown, o trabalho inédito dos Racionais sai antes da Copa do Mundo na África do Sul. Ele gosta de imaginar que o público (…) e até alguns dos jogadores da seleção brasileira possam se inspirar no seu som ainda antes da disputa do mundial (…). E não é um mero devaneio do fanático torcedor do Santos. ‘O Bob Marley também era santista, mano‘, gosta de lembrar.
(…) ‘Negro Drama’ (do disco Nada Como um Dia Após o Outro Dia, de 2002) (…) foi a música escolhida por Ronaldo Fenômeno para comemorar três gols marcados em 8 de julho deste ano. Teria sido uma jogada mercadológica do patrocinador e seu atleta símbolo? ‘Será? Pode ser’, desdenha Brown.
O atacante Robinho, hoje no inglês Manchester City, ‘melhor nos últimos tempos’, nas palavras de Brown, também o respeita. ‘O Robinho me ligou no Natal’, conta. Brown foi um dos convidados para a festa de casamento do atacante da seleção.
(…) Brown diz gostar de jogar videogame com o filho, ’sempre com o Santos’ (…)
Mas foi em janeiro de 2005 que Mano Brown enfrentou um dos dias mais tristes de sua carreira. Quando os Racionais cantavam para 1.200 pessoas em Bauru, interior de São Paulo, o estudante Luís Fernando da Silva Santana, de 19 anos, foi morto a tiros por José Roberto Lourenço de Moura Júnior, de 21 anos. Ainda com vida, Luís foi arrastado ao palco, sangrando muito. Brown se perdeu no ‘Pai Nosso’ que rezara. ‘Invadiram o palco para tirar foto, pedir autógrafo, por cima do corpo. Fiquei nervoso, empurrei uns fãs. Na volta do show, deu aquele vazio, aquela incerteza de você estar ou não no caminho certo, de você ter culpa ou não, se podia interferir. Em Brasília, na saída de outro show, vi dois mortos com a camisa dos Racionais. Nunca questionamos, mas também sei que a gente canta para a rapaziada que é fio desencapado’.
Com Pedro Paulo ainda criança, dona Ana, vez ou outra, era chamada ao colégio interno (metade pago pela mãe e metade pelo patrão dela à época) onde o filho ficou por dois anos e meio para conversar com a professora dele, que queria saber por que o menino, sempre calado e pensativo, só usava roxo, marrom e preto nos desenhos. ‘Eu não gostava de amarelo, verde, azul-clarinho’. (…)
(…) ‘Sou até muito mais discriminado (…) E os caras da minha cor, desse meu tom de pele, também. Você vê nas cadeias, na Febem. O cara tem medo hoje de discriminar um cara (…) tem medo de falar ‘a’ para um preto. Agora, um cara comum como eu, é toda hora, irmão. É pobre, tem cara de pobre, tem cor de pobre. Se quiser, fala que é ‘moreninho’. Tenho um biótipo de ladrão. É um lance do brasileiro. Quando a escravidão estava para ser abolida, tinha muitos filhos de branco com preto nas ruas, abandonados, que não eram nem um nem outro, e foram virar ladrão mesmo. A primeira classe de gente abandonada foi a dos filhos de branco com negro, o filho rejeitado do patrão. Foram os primeiros vagabundos, que não serviam nem para um nem para outro, nem para escravo, nem para senhor. É uma teoria pequena minha, não é a regra’.
(Trechos da matéria – que no site teve só o comecinho liberado).
Sobre os Racionais MC’s e a Nike
+124 arte & sociedade
Comentário na página do clipe, site da Rolling Stone BR:
Menina retardada que canta la la la la… bla bla bla…
e um bando de imbecil vai atrás!
Menina retardada que canta la la la la… bla bla bla…
e um bando de imbecil vai atrás!
Mallu by Sony
Jornal de domingo: Lições de Manoel, 101
15/12/2009
(…) Todo movimento é distrativo.Os realizadores que fazem muitos movimentos, que colocam a câmera para cima, para baixo, de longe e assim sucessivamente, estão a tirar toda a atenção daquilo que se passa, não estão a fixar nada.
O homem é um bicho de uma curiosidade infinita, mas de um conhecimento muito limitado.
O cineasta português Manoel de Oliveira, 101 anos, em entrevista para o caderno Mais! da Folha de domingo.
Manoel de Oliveira, Álvaro Machado (org.; Cosac Naify, 2005)









