Lendo coisa véia #2: COMBO
07/07/2009
(…) Renato Russo sabia ser bem insuportável. Era o chato do gênero ‘cabeça’. Metido a cinéfilo, certa vez se irritou com o enredo convencional de Brubaker, filme estrelado por Robert Redford – e se levantou no meio do cinema para insultar, aos gritos, a plateia “burra” que apreciava aquele lixo de Hollywood.
Uma pesquisa sobre o folhetim [Caras e Bocas] concluída na semana passada pela Globo apontou que o animal [o macaco] – que na verdade é uma fêmea, de nome Keith – é tão popular quanto o casal protagonista.
Fico pensando no menino inglês Alexander Bjoroy, de 11 anos, que estava desacompanhado no voo AF 447. Alex tinha passado um período de férias com os pais que moram no Brasil e voltava para a escola na Inglaterra. Viajei sozinha de avião com essa idade diversas vezes e lembro que, apesar de todos os paparicos recebidos das aeromoças, ter de cumprir o percurso entre o Brasil e a Europa no ventre do monstro mecânico sem o amparo dos pais é uma sensação desconcertante para uma criança.
Confio que Alex tenha encontrado alguém em quem se apoiar, que não tenha tido tempo de experimentar medo ou sentir-se abandonado.
(…) eu quero crer que, quando as coisas começaram a dar errado no voo da Air France, um dos comissários tenha se disposto a sentar com o menino e a envolve-lo nos braços.
Outro destaque do filme [A Festa da Menina Morta] é a participação de Paulo José, que visitou o set e acabou no filme. ‘Ele disse que poderia fazer um padre, um louco ou um bêbado. Eu sugeri que ele fizesse um padre louco bêbado’, conta o diretor [Matheus Nachtergaele].
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