Excluído o impacto das cenas, portanto, o filme continuou sendo uma encenação ultrakitsch e misógina de conceitos psicanalíticos que já caíram de velho. Lars von Trier se leva tão a sério que só nos resta rir de tanta afetação.

Daniel Piza, publicado primeiro n’O Estadão.

+ sobre Anticristo de Lars Von Trier no Papa


Têm pele escura e muitos fedem porque usam a mesma roupa a semana inteira. Constroem barracos na periferia. Chegam em dois e, poucos dias depois, vêm quatro, seis, dez. Falam uma língua ininteligível. Fazem muitos filhos, que não conseguem sustentar, mas são unidos. Dizem que se dedicam a roubos e, se confrontados, são violentos.

Relatório do Congresso dos EUA sobre os imigrantes italianos – Outubro de 1912

Oesp

(…)
Na infância, catava moedas
que minha mãe deixava na bolsa.

(…)

Na vida adulta, caçava rostos
amassados dos bolsos,
cédulas dobradas nos forros,

(…)

Fabrício Carpinejar no Valor.

+ crise no Papa

o fato de nascer em um país protestante já deve implicar certo número de culpas marcadas na minha identidade, mesmo que eu não seja um sujeito religioso.
Qual o sentido de Deus em seus filmes?
 

(…) o fato de nascer em um país protestante já deve implicar certo número de culpas marcadas na minha identidade, mesmo que eu não seja um sujeito religioso.

Qual o sentido de Deus em seus filmes?

Nenhum. Deus não existe. Meus pais sempre foram ateus. Hoje, é como se eu pudesse devolver a Deus algumas coisas que aprendi sobre ele, e assim colocar minha vida em ordem.

O quase brilhante cineasta dinamarquês Lars Von Trier (de Anticristo, Dogville, Manderlay e Dançando no Escuro, com a Björk), em entrevista à revista Bravo de agosto.

 

‘Sou o melhor diretor do mundo’

Cannelas

21/05/2009

Só lembrando que o filme vencedor no Festival de Cannes de 2008, Entre os Muros da Escola, fica em cartaz só até hoje no Cine Arte Posto 4 de Santos, sessões às 16h, 18h30 e 21h, ingressos entre R$ 1,50 (meia) e R$ 3 (inteira).

 

O ator [Jim Carrey] foi a Cannes para o pré-lançamento de A Christmas Carol, superprodução em três dimensões. Há quem sugira que a Disney, responsável pela empreitada, queira preservar ao máximo sua imagem de heterossexual.

A jornalista Gabriela Longman na Folha de S. Paulo de ontem (20/05), especulando sobre o motivo da ausência de Carrey na coletiva de imprensa de I Love You Philip Morris, em que o ator interpreta um gay e se relaciona com os personagens de Ewan McGregor (Trainspotting, Star Wars, Peixe Grande, Anjos e Demônios e mais uma ‘pá’) e Rodrigo Santoro.

Santoro que, by the way, é cotado para viver Sinhozinho Malta na adaptação de Roque Santeiro para o cinema (fonte).

Walt Disney do mal

 

Auto escândalo

Pedro Almodóvar parecia disposto a criar manchetes em seu encontro com a imprensa: “Sou naturalmente tímido, mas, quando estou rodando, já cheguei a fazer sexo oral numa atriz para mostrar qual deveria ser a ação do ator [na cena].

(FSP, 20/05)

 

Sou o melhor diretor do mundo

As mãos trêmulas ao segurar o fone de ouvido (para escutar a tradução das perguntas feitas em francês), o suor cobrindo a testa e a respiração curta revelavam a tensão do diretor [Lars Von Trier, na coletiva após a exibição de Anticristo]

(FSP, 19/05)

(…) filme parece mesclar Cenas de um Casamento com a Bruxa de Blair

(Oesp, 19/05)

 

Uma comédia é uma tragédia com final feliz

O diretor Ken Loah, que concorre à Palma de Ouro deste ano por Procurando Eric.