Da Mônica Bérgamo de hoje – 2
15/10/2009
É Vendaval
A revista Trip quer testar a honestidade dos brasileiros. Vai encartar notas de R$ 2 em 3.000 exemplares da próxima edição, pedindo que elas sejam devolvidas para um determinado endereço.O dinheiro será doado para uma instituição.
Da Mônica Bérgamo de hoje – 1
Da Mônica Bérgamo* de hoje – 1
15/10/2009
Enxuto
Estreia no dia 21 de novembro em São Paulo o filme Som & Fúria. É isso mesmo: a série, produzida pela O2, de Fernando Meirelles, e estrelada por Felipe Camargo, Andréa Beltrão [foto - aquela da Grande Família, Armação Ilimitada, do péssimo Salve Geral e do bom Verônica], Dan Stulbach e Daniel Oliveira, entre outros, foi editada e virou um longa de uma hora e meia. ‘A novidade é que vai estrear com um número inédito de cópias [sic], com o que esperamos fazer 2 milhões e meio de espectadores e bater, assim, o recordista brasileiro do ano, Divã, diz Meirelles. E qual é o número espetacular de cópias? ‘Uma, no nosso HSBC Belas Artes‘, diz o diretor. ‘Low profile é isso aí!’
(*coluna do jornal Folha de S. Paulo)
Luz! Câmera (na mão)! AÇÃO!
As curvas da estrada
A banda americana Beirut, que chega ao país em setembro para shows em São Paulo, em Salvador e no Rio, pediu à organização do festival baiano Perc Pan, que os contratou, para viajar pelo Brasil de ônibus em vez de pegar avião. O grupo do hit Elephant Gun, trilha da minissérie Capitu, quer conhecer melhor as pessoas e as cidades do Brasil.
Coluna Mônica Bérgamo, da FSP.
E o povo da banda Beirut quer viajar de ônibus pelo Brasil… Não dou 10km na Regis Bittencourt pra eles pegarem o primeiro avião
Jornal de sexta: ‘Peixe na rede’
13/06/2009
O promotor Paulo Castilho, do juizado especial criminal de São Paulo, vai pedir à Federação Paulista de Futebol a extinção da Torcida Sangue Jovem, do Santos FC. Justifica a proposta pelo confronto de santistas com a Polícia Militar em clássico contra o Corinthians no Pacembu, em março, e por relatos de incidentes que seriam provocados por ela na cidade de Santos.
Na coluna da Mônica Bérgamo, da Folha.
Morrer na praia
Defeitos: ‘rou unha + / sou medroso ++ / sofro de claustrofobia ++ / (masturbo) +++
Meninas que namorei: 54 – Maria de Fátima… nem uma colada; 55 – Glorinha… Topava tudo, uma vassoura lascada.
(…) segundo relato feito pelo cantor em uma música, ele chegou a dar autógrafos no garimpo [de Serra Pelada] enquanto defecava num buraco.
As duas primeiras do diário de Raul Seixas, todas elas tiradas da coluna da Mônica Bérgamo na Folha de S. Paulo sobre o filme que está sendo feito sobre o músico.
Em Idem, o Móveis Coloniais de Acaju lembrava um Karnak – e o mundo não precisa de dois Karnaks.
(…) empregar a metáfora de um “ecossistema” [à internet, por exemplo] é um conceito reconfortante: à medida que morrem as formas de vida velhas [o jornalismo impresso], nascem outras novas.
Mas você está tomando algumas árvores [a 'blogosfera'] por uma floresta.
Resposta do intelectual Paul Starr ao entusiasta das novas mídias Steven Johnson, em troca de correspondências publicada no Mais!
Coisas (prometidas) da Folha
20/01/2009
O jornal parece preferir esperar que eles [os jovens] sozinhos, ao amadurecerem, venham a substituir seus pais e avós como leitores, apesar das indicações de que tal reposição não está acontecendo.
Na coluna do Ombudsman, Carlos Eduardo Lins da Silva, Como atrair os jovens para o jornal, que apesar de ser fechada para assinantes do Folha e UOL, dá pra ler aqui. Todas de domingo as citações deste post.
Há 50 anos, acreditava-se que havia algum simbolismo deixando-se a vista do Congresso livre para a choldra que desembarcasse na rodoviária. Agora, o Memorial dos Presidentes funcionará como um tapume de concreto escondendo o Parlamento. Não deixa de ser um novo simbolismo.
Na coluna do Elio Gaspari, sobre o polêmico novo monumento de Oscar Niemeyer em Brasília.
Pra finalizar, na coluna da Mônica Bérgamo:
Diego Del Rio, 20, -um jovem alto, com calça de couro apertada, barba por fazer e base no rosto (…) comanda a execução das músicas selecionadas por um DJ para formar a trilha da apresentação. “A gente não vai colocar [a banda] Vive la Fête. Muda”, manda ela [a estilista Gloria Coelho], enquanto se senta no chão, munida de alfinetes, para remodelar pessoalmente uma peça.
No meio do caminho, pega um outro celular e olha para o teto. “O que é isso?”, pergunta, em voz alta. “É The Rakes”, responde Del Rio. “Essa entra.”
Sobre os Racionais MC’s e a Nike
24/12/2008
No dia 20 de outubro, a jornalista Mônica Bérgamo publicou na coluna diária que mantem na Folha de S. Paulo, a seguinte nota (fechada para assinantes do UOL e do jornal – via Trabalho Sujo):
NEGRO DRAMA
O grupo de rap Racionais MC’s, tão avesso à grande mídia, é a estrela de uma nova campanha da Nike que tem o futebol de rua como tema.
Meio estranho porque já faz um certo tempinho desde a divulgação disso e até agora ninguém viu o resultado prático. Anyway…
A ‘parceria’ – pra ficar no jargão do hip-hop, é polêmica, claro. Abaixo, copio trechos de um manifesto sobre o assunto que circula na internet, com algumas palavras corrigidas por mim:
O momento que estamos vivendo é impar. Nossa geração nunca viveu uma crise econômica do capitalismo tão profunda e grave com a atual, talvez em proporções bem maiores que a de 1929. Segundo Gramsci, é nesses momentos que a burguesia utiliza a política do ‘transformismo’, isto é, na impossibilidade de atender minimamente às necessidades básicas do povo pobre, ela opta por cooptar suas principais lideranças que tentarão legitimá-la junto aos pobres. A parceria Cufa/Globo/Unicef não é à toa, assim como será a parceria Racionais/Nike, caso se consolide. Enfim, quanto maior a crise maior será a tentativa de cooptação.
(…)
O Racionais já cumpriu seu papel político; despertou a consciência crítica de milhões de jovens negros e pobres deste país, o que não os isentam de críticas. Que eles optem entre viver de cabeça erguida com a periferia ou morrer de joelhos dobrados perante a burguesia.
Tenho lá as minhas discordâncias, mas não deixa de ser um ponto de vista.







