Jornal de domingo – o ar de Paris de Duchamp

( . . . ) Em certa ocasião, construiu uma gota de cristal com ar de Paris e deu de presente a uns amigos de Nova York.

Ar de Paris, ele a intitulou.

‘Como meus amigos tinham praticamente tudo, levei para eles 50 centímetros cúbicos de ar de Paris’, Duchamp comentaria anos depois.

Trecho do novo e ainda inédito livro do autor espanhol Enrique Vila-Matas, Ar de Dylan (CosacNaify), publicado no caderno Ilustríssima, da Folha de hoje.

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‘Se um artista tiver que roubar sua mãe, não hesitará’

A única responsabilidade do artista é para com sua arte. Ele tem um sonho. Que o angustia tanto que ele precisa se livrar dele. Ele não tem paz até que isso aconteça. Vai tudo por água abaixo: honra, orgulho, decência, segurança, felicidade, tudo, para se ter o livro escrito. Se um artista tiver que roubar sua mãe, não hesitará.

William Faulkner, em entrevista à Paris Review – via Folha de S. Paulo.

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Cildo Meireles: artista igual bandido no Brasil

Qual é a sua avaliação da gestão de Ana de Hollanda?

Olha só, eu como artista plástico já me acostumei a não contar com o Estado. Acho até que o Estado realmente tem outras prioridades. Artes plásticas conseguem sobreviver desde que o Estado não atrapalhe. Cê tá entendendo? Consegue. Através do mercado. E sempre que o Estado vem querer controlar demais. . . Eu posso passar anos sem vender um trabalho. Quando vendo, vem a Receita Federal querer saber por que entrou aquela quantia na minha conta. (. . .) Nos últimos quatro anos, aconteceu umas duas vezes. Criança sai do Brasil sem controle, inteira ou fatiada. Agora, com artes plásticas, marcam em cima como se fosse bandido.

Mônica Bérgamo de ontem.

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Prefeitura de São Paulo reboca ‘carro verde’ de frente da Choque Cultural*

Alegaram que não tinha autorização da subprefeitura e vigilância sanitária – do Feice do Baixo. Enquanto isso, quantos outros bólidos padecem pela cidade sem essa mesma, hum, digamos, ‘atenção’??

*Choque Cultural

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Postando coisa ‘véia’: Abramovic, Nachtergaele…

Eu conhecia todos os banheiros públicos da Europa. Foi a melhor época da minha vida.

A artista Marina Abramovic, sobre os cinco anos em que viveu dentro de uma van com o ex-parceiro; à Serafina (o trecho em questão, de um texto relacionado, estranhamente não foi publicado na íntegra…).

Ele tinha dito que eu não era ator, e eu tinha acreditado nisso.

O ator Matheus Nachtergaele (que vai viver de Zé do Caixão e Joãsinho Trinta no cinema), sobre o diretor teatral Antunes Filho, à Cult.

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