Nelson Pereira dos Santos confirma: a ABL* não serva pra nada!

Você é também um imortal da *Academia Brasileira de Letras. Como é a rotina como membro? Ela se resume a tomar o famoso chá? 

Além do chá, quando acontece sempre um ótimo papo, e das palestras, conferências, dos recitais, concertos e teatro, funciona o nosso cineclube, que ocorre toda sexta-feira, às 18h30. O programa atual é sobre música de cinema.

Ou seja… – trecho de entrevista do cineasta à Revista da Livraria Cultura.

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‘Na Estrada’ pra Cannes

(1)
( . . . ) os filmes de estrada são aqueles em que a improvisação se faz necessária a todo momento. Se neva, muda-se o roteiro para incorporar a neve. Se fazemos um encontro como o do jovem guia que nos mostra Cuzco e nos fala dos Incas e dos incapazes (os espanhóis), em Diarios de Motocicleta, procuramos incorporá-lo na narrativa. O filme de estrada é o ponto de encontro entre o cinema documental, de onde venho, e a ficção.

(2)
( . . . ) como ‘Diários de Motocicleta’ nos ensinou, [vamos à Cannes] sabendo que o fato de um filme ser bem recebido não significa que ele vá ser premiado. A seleção já é, em si, o prêmio.

Walter Salles, diretor brasileiro do filme Na Estrada (adaptado do livro On The Road, do Jack Kerouac) em dois momentos: 1) em entrevista ao Estadão e 2) a’O Globo (infelizmente este sem link). Esta semana, a produção foi indicada para a seleção oficial do prestigiado festival de Cannes.

Atenção para a chamada

Sexwood

( . . . ) Katharine Hepburn queria saber de jovens morenas, ( . . . ) e Errol Flynn, moças que ‘aparentassem 14 anos’. ( . . . )

Katharine Hepburn
[Scotty] Bowers diz ter agenciado mais de 150 garotas diferentes para a diva. ‘Tinha uma pele bastante ruim. A maioria ela via uma ou duas vezes e logo se cansava’, diz.

A lista é longa: Brian Epstein foi para a cama com ele quando esteve em Los Angeles em 1964 para o show dos Beatles. Edith Piaf foi outra, assim como Vivien Leigh e até mesmo o duque de Windsor (que abdicara do trono da Inglaterra para se casar com uma divorciada que, segundo Bowers, era lésbica).

Rock Hudson
Bowers foi bartender de suas festas nos anos 1950. ‘Rock era um gay com apetite sexual insaciável, quase descontrolado, que ao longo dos anos se tornou mais promíscuo’.

Tudo começou quando ele deixou a Marinha, no final da Segunda Guerra Mundial, e foi trabalhar no posto da Hollywood Boulevard, local que logo se tornaria ponto de encontro de jovens.

Num dia de 1946, Pidgeon (‘Como Era Verde o Meu Vale’) apareceu para abastecer e lhe fez uma proposta. Então com 23 anos, ele aceitou, sem saber que era o início de suas operações, que mais tarde incluiria até um trailer-motel estacionado ali.

James Dean
Bowers nunca arranjou parceiros para ele, que era bissexual: ‘Por trás da fachada, James Dean era uma bicinha fresca, imprevisível e mal-humorada’.

( . . . ) Adolescente e engraxate em Chicago, prestou serviços para ‘quase todos’ os padres da cidade. ’Caramba, até os padres precisam disto!’, diz.

Howard Hughes [vivido poe Leonardo di Caprio no filme O Aviador]
‘Arranjei muitas garotas para Hughes. Ironicamente, ele quase nunca fazia sexo com elas, porque era extremamente exigente sobre a limpeza e a beleza das meninas.

‘O que fiz nessas décadas todas foi manter as pessoas felizes’, escreve, completando que 60% dos clientes eram gays – Hepburn, por exemplo, devia a ele encontros com 150 amantes ao longo de 40 anos.

Livro reúne segredos eróticos de astros de Hollywood - será que daqui a algum tempo teremos um outro sobre nossos astros contemporâneos?? Não sei . . .

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Ainda o ‘Shame’ – ‘um dos filmes do ano’

(…) No início de Shame, filme de Steve McQueen, ele [Brandon, personagem de Michael Fassbender] está deitado sobre uma cama. Tronco despido. Pele branca. Rosto pálido, magro, seco. Lençóis muito azuis.

McQueen, o diretor, é também artista plástico. O plano não é inocente: uma evocação perfeita de um Cristo nas suas mortalhas, como os maneiristas o pintaram repetidamente. Aquele homem está morto. Difícil saber se haverá ressurreição.

João Pereira ‘ame-o ou deixe-o’ Coutinho, no melhor texto até agora que você lerá em português sobre o filme; na Folha de ontem.

‘Shame’

Postando coisa ‘véia’: Abramovic, Nachtergaele…

Eu conhecia todos os banheiros públicos da Europa. Foi a melhor época da minha vida.

A artista Marina Abramovic, sobre os cinco anos em que viveu dentro de uma van com o ex-parceiro; à Serafina (o trecho em questão, de um texto relacionado, estranhamente não foi publicado na íntegra…).

Ele tinha dito que eu não era ator, e eu tinha acreditado nisso.

O ator Matheus Nachtergaele (que vai viver de Zé do Caixão e Joãsinho Trinta no cinema), sobre o diretor teatral Antunes Filho, à Cult.

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‘Shame’


O diretor Steve McQueen, o protagonista Michael Fassbender na outra ponta e no meio pode ser a Carey S2 Mulligan, mas não tenho certeza…

O modo como o filme explora espaços e cenários evidencia um artista da linhagem de grandes, como Hitchcock, que se serve da geometria para mostrar o que falas e situações guardam como não dito ou interdito.

Trecho de crítica do filme Shame, que estreia hoje, na Folha.

Update - @neozeitgeist: O pôster de Shame na Hungria é bem gozado http://www.iwatchstuff.com/2012/01/banned-hungarian-shame-poster-pretty-cra.php

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Atenção para a chamada:

Kristen Stewart

Kirsten Dunst

Viggo Mortensen

Amy Adams

Alice Braga

… são os atores de Hollywood que a Playarte pretende trazer ao Brasil em junho, para o lançamento da adaptação do filme On the Road, do Jack Kerouac, pelo Walter Salles. Da Direto da Fonte.

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Cinema em 2011, pelo Merten

Pense nos grandes momentos do cinema em 2011. O garoto olhando no fundo dos olhos do monstro para reencontrar o olhar da mãe em Super 8, de J. J. Abrams. Qualquer cena de Woody Allen com Marion Cotillard em Meia-noite em Paris. A sinceridade estampada no rosto de Cécile de France quando ela fala com o garoto da bicicleta, no filme dos irmãos Dardenne. O esplendor da Toscana filmada por Abbas Kiarostami em Cópia Fiel. A luminosidade do corpo celeste em choque com a Terra, no momento em que o menino consegue restaurar a noção de família, unindo as irmãs em Melancolia, de Lars Von Trier. Justamente a famílias fissurada de Poesia, do coreano Lee Chang-dong, e a avó que se reconstrói. E, claro, a cena em que o palhaço Paulo José, depois de aparentemente haver sido enganado pela amante jovem, a dispensa e manda embora em O Palhaço, de Selton Mello.

(…)  Super 8 é um blockbuster autoral, Woody Allen é puro cinema autoral. Pedro Almodóvar, pois não se pode esquecer de A Pele Que Habito, é ‘o’ autor. Mais uma cena para ficar na lembrança. Elena Anaya olhando a foto daquilo que foi. Grandes momentos do cinema em 2011 construíram-se com trocas de olhares. (…)

Tive o prazer de assistir a todos os citados. Texto completo, n’O Estadão.

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Que pele você habitaria?

Na saída do cinema, alguém comenta: ‘Se acontecesse comigo, eu ficaria namorando o médico. Fazer o quê? Pênis, eu já não teria mais. E não estaria a fim de fugir. Voltar para minha vida de antes e contar que me tornei mulher para minha mãe e para meus amigos, já pensou?‘.

A pele que habito (e a dos outros)

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