Arte barata

Não é gente rica que nasceu em berço de ouro’, resume Juliana Freire, da galeria Emma Thomas. ‘São pessoas que deixam de comprar um carro e andam de bicicleta e metrô para poder comprar alguma obra de arte‘.

(…)

Trocando um vício por outro, o designer Albino Papa diz que deixou de ‘torrar dinheiro’ com roupas de grife e começou a comprar obras de arte. ‘Quando comecei a colecionar, perdi esse peso na consciência de gastar igual um desesperado’, conta ele.

Feira com obras baratas atrai novos colecionadores

+arte&sociedade

A primeira promo do ‘Papa’: livro ‘Da Rise and Fall of Da Tower’

Tensão fascista dos consumistas atrasados

O Brasil vive uma ‘falsa euforia’, diz Oliveira. ‘Sobraram para o país os produtos baratos. É a euforia de quem chegou atrasado ao baile, a celebração da derrota da vitória. Todos estão contentes, mas sobre cultura e cidadania não temos nada. Chegou-se aos bens de consumo, mas não à civilidade‘, comenta. ‘Estamos vivendo um fascismo do consumo. As pessoas se detestam, desapareceu qualquer traço de solidariedade pessoal e social. Os valores que a sociedade deveria cultivar, ela não cultiva. Há uma tensão fascista no ar.

Lula virou história

Tem a ver: Gays são agredidos em novo caso na região da Paulista

Jornal de domingo – ‘Mick se vê como o CEO dos Rolling Stones’

Mick é muito envolvido com as capas dos CDs sob um ponto de vista puramente financeiro. Isso porque uma banda como os Rolling Stones faz muito mais dinheiro com a capa do que com a música, já que a capa é a origem dos artigos de merchandising. Quando fiz a capa de Bridges to Babylon, ele pediu para criar algo que fosse como um logotipo, que servisse no palco e também em bonés de beisebol, em camisetas, em jaquetas de couro… Foi feito de tudo com o logo do álbum. Venderam 2 ou 3 milhões de cópias do disco, mas venderam um número de camisetas que gerou uma renda muito maior. Fiquei surpreso em ver que alguém que já tem tanto dinheiro ainda leva o dinheiro tão a sério. Mick é um homem de negócios e se vê como o CEO dos Rolling Stones.

O designer austríaco Stefan Sagmeister, em passagem pelo Brasil, na revista sãopaulo, da Folha de semaaaaana passada.

Bookcrossing* ROOTS!

O modismo chamado O Código Da Vinci, o romance histórico-policial de Dan Brown, estava no auge quando o Eurostar, serviço europeu de trens de alta velocidade, divulgou a notícia de que, ao cabo de um ano, quase mil exemplares do best-seller haviam sido deixados na linha Londres-Paris.

‘O que pensar disso?’, perguntou-se uma colunista, chocada. ‘Devemos achar que as pessoas jogam livros fora como se fossem lenços de papel?’, perguntou outro articulista – ambos na França. ‘Sinal da má qualidade da trama’, concluiu viperinamente um suplemento cultural. ‘Quantos exemplares não foram atirados pela janela ou descartados no vaso do toillette!?’, debochou o colunista.

Os promotores do filme baseado no livro não demoraram a usar a notícia a seu favor. O mistério dos livros perdidos se converteu em jogada de marketing. O fenômeno seria um sinal do envolvimento dos tantos leitores que, no embalo de Dan Brown, pegavam o trem para visitar o Museu do Louvre para ver de perto a tela do pintor renascentista.

Momento jabá de decoração: tapetes da ‘Bibiana-mãe’!

Amigona festeira Bibiana manda avisar que a mamãe anda fazendo tapetes, veja só que legal!

O modelo abaixo já é (quase) meu, mas você pode escolher outros pelo Barbantes Mágicos.

O jabá feito, Bib’s, você agora pode depositar a quantia combinada no banco tal, agência aquela lá, conta… (hehe! – #brinks)


(o charme do bola-de-pêlo coadjuvante!)

Os toys de pano mais ***fOfUxOs*** da galáxia

O efeito Dolce & Gabbana* (jornal de domingo 1)

(…) experimentei recentemente um dos seus blazers e meu peito pareceu instantaneamente inflado.

Repórter do diário inglês Guardian perdendo a compostura jornalística – mas ganhando uns pontos a mais no outfit, ao que parece, em matéria sobre os 20 anos da grife reproduzida pelo Estadão.

Como diria amigo meu, um jornalismo sério, imbuído e comprometido com a verdade!

*inspirado n’O efeito Axe

Humanitário?

Tão logo põe a cabeça para fora do túnel escuro e apertado que o conduz rumo ao amplo salão iluminado, o jovem adulto S., de cinco meses, encara seu destino. Tem só cinco segundos antes que dois eletrodos despejem em seu cérebro 1,3 ampère de eletricidade. Ele ficará inconsciente. O tempo é curto, mas S. pode ver, logo abaixo, uma esteira rolante que leva os corpos de seis outros adultos, jovens como ele. Da altura do coração de cada um, verte um grosso jorro de sangue. S. é o próximo da fila.

A massa de ruídos supera os 110 decibéis. São gritos dos animais que estão atrás na fila, barulhos de grossas correntes metálicas movimentando-se em carrossel, de jatos de fogo subindo, de máquinas a pleno vapor.

Quando o corpo rosado de S., aproximados 115 kg, pernas dianteiras esticadas -resultado da contração muscular provocada pela corrente elétrica -, desaba na esteira rolante, encontra o operador de sangria. O homem de olhos azuis, todo de branco como um cirurgião, empunha faca afiadíssima. Um golpe e todos os vasos do coração estão seccionados. Leva um segundo.

O suíno ainda pedala – é o chamado movimento clônico. Não grita mais. Pupilas dilatadas, S. olha para o nada.

Abate humanitário

Quem vê cara…

Há uma sequencia em que ela joga na lata do lixo uma ensaio fotográfico que custou US$ 50 mil, alegando não ter gostado do material. Também pede, sem nenhuma cerimônia, que estilistas famosos repensem suas coleções – às quais teve acesso em primeira mão. E nem uma beldade como Sienna Miller, escolhida para estampar a capa da tal edição de setembro, escapou. Anna ridiculariza o cabelo da atriz. Não na cara dela, mas pelas costas.

Sobre Anna Wintour, toda-poderosa e temida editora da Vogue norte-americana (inspiração para Meryl Streep no filme O Diabo Veste Prada), e ‘estrela’ de documentário Vogue – Edição de Setembro, que acompanha a produção da revista naquele mês de 2007,  quando tradicionalmente é feita a edição mais importante do ano, mas que bateu o recorde na ocasião com 840 páginas e quase 2,2 quilos. O filme está no Festival de Cinema do Rio. Trecho do texto publicado no caderno Eu& do Valor deste fim de semana.

Falando sobre o Festival do Rio…: O Oscar brasileiro.


‘O History Channel deveria se chamar Adolf Hitler Channel’


+ moda no Papa

+ documentário no Papa