Adorno é uma graça

(. . .) Quando estava na faculdade e ouvi falar pela primeira vez sobre Adorno, abri um sorriso e fiquei esperando o momento em que o professor sublinharia a graça daquele nome, mas o momento não veio. Será que só eu percebia que éramos 30 pessoas discutindo seriamente o trabalho de um sujeito chamado Enfeite, Ornamento, Penduricalho? Ainda mais absurda me pareceu a situação ao me dar conta, no fim da aula, que boa parte do trabalho do dr. Enfeite consistia em acusar a indústria cultural de baratear a arte, de substituir as grandes obras por produtos vazios, ocos, por meros… adornos?

Por que será que fazemos tanto esforço para evitar o humor?

Antonio Prata, seu lindo!

+arte&sociedade

Tiê pergunta para Tatá Werneck:

Diz aí

Qual lugar corriqueiro, do seu dia a dia, você aproveita como fonte de inspiração para o trabalho?
Tiê, cantora

O banheiro, pois é o único momento em que eu falo sozinha, posso apresentar um programa imaginário de maquiagem em frente ao espelho e não sou julgada.
Tatá Werneck, atriz e humorista

Praticamente a Fernandona encarnada – na última revista sãopaulo, da Folha.

+fun

ao som de Howler – ‘America Give Up’

‘Cagara’

Entre nós [brasileiros], o caso mais famoso, sem dúvida, remonta à edição das Poesias Completas (1902), de Machado de Assis, em cuja ‘Advertência’ a palavra ‘cegara’ teve o ‘e’ transformado em ‘a’. Pressurosas mãos trataram de remover, em quase todos os exemplares da tiragem, a inoportuna letra adventícia e de reconstituir a forma original. Convenhamos que tal atitude revelou-se mais adequada do que estampar uma constrangedora errata, sobretudo considerando-se os, digamos, pudibundos padrões morais da época.

Defeitos de fábrica na literatura (e na íntegra aqui)

+Machado
+livros

Bolsonaro

Coincidência com o zeitgeist eu ter começado a ler esta HQ agora (presente do Bryan, da Realejo – desculpa aí pela demora em começar, hein?). Texto de apresentação da contra capa:

E lá vamos nós: o mundo ocidental perdeu definitivamente o rumo.

As forças políticas conservadoras devem começar a roer as unhas, os cardeais devem colocar as barbas de molho, o mal está feito: a família está em perigo!

Homens e mulheres homossexuais buscam formalizar suas relações, estabelecendo uma parceria entre o mesmo sexo a despeito do que rezam os ‘bons costumes’.

Até Conrad e Paul, que estão juntos já há 15 anos em uma vida conjugal selvagem, ficam um tanto perturbados em virtude de agora poderem se beijar oficialmente.

Evidentemente, nem a estranha relação de Paul com o jovem turco homofóbico, nem a mãe reacionária de Conrad à beira de uma crise nervos facilitarão seu plano, que é no entanto politicamente correto…

O sensacional Andrício de Souza tambem tem algo a dizer sobre o assunto:

TEM A VER: O último triângulo rosa