‘O que eu mais ia gostar que fizessem nesse campo aí é uma clínica enorme’
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Jornal de domingo – ‘Fazer uma Copa do Brasil – não da Alemanha, no Brasil’
(…) Na Alemanha, em 2008, com exceção da cidade de Dortmund, onde o Partido Verde brigou para cacete e conseguiu fazer com que se vendesse também a cerveja local, em todos os estádios era possível comprar apenas Budweiser. Isso é uma ofensa no país da cerveja servir aquele xixi de caveira.
Qual é o risco de o Brasil deixar de ser sede da Copa de 2014?
O risco que o Brasil corre é de a Fifa se arreglar com a Inglaterra, que está incomodando uma barbaridade, e entregar a Copa a eles.Gostaria de ver isso. Já ocorreram desistências, como a Colômbia, que desistiu dois anos antes de realizar a Copa de 1986. Acho que o Brasil não vai desistir, mas a Fifa pode, sim, entregar a Copa do Mundo para a Inglaterra se o governo dificultar muito a vida deles.
Agora, devido às pretensões brasileiras de ter um lugar no Conselho de Segurança da ONU, é difícil imaginar que o Brasil deixe isso acontecer. Penso que a presidenta Dilma vai endurecer o quanto ela puder, mas cederá tudo aquilo que for inegociável para a Fifa. (…)
Então o Brasil não deveria nem ter pensado em sediar uma Copa?
Aí é que está. Deveria, sim. Mas para fazer uma Copa do Mundo do Brasil no Brasil. Não uma Copa do Mundo da Alemanha no Brasil. Claro que o Brasil pode fazer uma Copa, mas tem que fazer dentro das nossas possibilidades. (…)(…) Essa obsessão por novos estádios é uma reprodução, sem tirar nem pôr, do que se fez durante a ditadura militar.
Foi o que ocorreu nos Jogos Pan-Americanos, no Rio, em 2007?
Quando criticávamos o que estava sendo feito em torno do Pan, diziam: ‘Esses jornalistas são maníacos por fracasso, são mal-humorados, antipatriotas etc’. Diziam que fariam o melhor Pan da história e deixariam três legados para o Rio: o metrô entre Jacarepaguá e a cidade olímpica, a despoluição da baía da Guanabara, da lagoa Rodrigo de Freitas.Nenhuma dessas coisas foi feita. A ponto de um atleta do remo pescar um colchão durante a prova. Quem fez a maratona aquática saiu doente.
Juca Kfouri, sempre fundamental, na Ilustríssima de ontem.
Tem a ver: ‘Fifa nega a possibilidade de tirar a Copa-2014 do Brasil’
Em ano de Copa…
‘À espera da festa’
Teresina, com mais de 800 mil habitantes, é atendida por um só carro de resgate dos Bombeiros, diz a Associação dos Bombeiros Militares do Piauí (Abmepi). (…) Comandante do Corpo de Bombeiros, o coronel Manoel dos Santos disse ter recebido três carros novos do governo federal. Mas, antes de usa-los, espera agendar com o governador um evento de entrega oficial.
Blog da Bethânia
‘Se fosse documentário ou filme para ser visto por cinco mil pessoas no cinema, ninguém estaria reclamando’, diz Waddington.
‘Gerar projeto de poesia é muito bacana, mas as pessoas beneficiadas com essas leis são sempre as mesmas‘, disse Lobão (…) ‘Na outra gestão, flagraram projetos de um milhão para DVD de Ivete Sangalo, Carlinhos Brown, Claudia Leitte. Viva a Bahia!‘
Jornal de domingo (passado) – Cristina, fina?
(…)
Até as fofocas sobre Cristina ganharam um tom pungente. Como a crise de choro e gritos a bordo do avião presidencial de Florencia, 19, filha da presidente, levada à cúpula do G20, em Seul. ‘Mãe, não quero que você se candidate outra vez. A política levou meu pai e vai levar você também‘.
Cristina também foi a primeira líder da América Latina a aprovar o casamento gay. Mas só depois de uma viagem que já tinha agendada ao Vaticano. ‘Não estraguem a minha viagem para ver o papa!’, reclamou a um político que pedia celeridade ao projeto de lei.
(…) pela primeira vez os estudantes da Argentina ficaram atrás do Brasil nas notas de matemática, ciências e leituras do exame internacional Pisa. O Brasil está em 53º lugar e a Argentina em 58º, ambos atrás de Chile, México, Colêmbia e Uruguai.
Na última revista Serafina, da Folha.
Jornal de domingo – Cristina no ‘Sítio’
‘Sem um cristo para resgata-lo’
Vivemos um tempo, no Brasil, em que ninguém mais pode defender temas divergentes de uma tradição religiosa sem sofrer represálias morais — e, eventualmente, hipócritas. Direito ao aborto, legalização da maconha, casamento homossexual? Abordar qualquer desses assuntos é correr o risco de, com licença para a metáfora bíblica, ser apedrejado em praça pública sem um Cristo para resgatá-lo.
O crítico André Miranda, n’O Globo de ontem, usa o começo da crítica sobre o filme Como Esquecer (sobre uma professora universitária lésbica vivida por Ana Paula Arósio, que foi largada pela namorada – uma produção, no entanto, de (…) tom extremamente barroco para uma história cujas referências são tão modernas, segundo o crítico) para criticar a farofada que virou o segundo turno das eleições presidenciais.
UDPATE - tem a ver: Como a política pode provocar retrocessos sociais (Blog da Editora Contexto)
Casamento gay na Argentina pode ter sido manobra política
(Laerte)
Interessante ponto colocado pelo advogado português Miguel Reis, autor do livro Guia Prático do Casamento entre Pessoas do Mesmo Sexo, hoje, na Folha de S. Paulo (não que eu seja contra o casamento gay – muito pelo contrário, mas é que a gente não pode sair por aí acreditando que tudo nessa vida são só boas intenções, né, minha gente??):
Por que lei semelhante ainda não foi aprovada no Brasil?
O Brasil é um país que está em crescimento, que todos os dias festeja grandes progressos econômicos. As forças políticas não estão interessadas, num momento em que as coisas estão correndo bem, em distrair a opinião pública para questões que possam ser guardadas para horas de maior crise. O Brasil não está nas mesmas condições que a Argentina. Ela precisa desse debate nesse momento. A vida econômica de lá não corre tão bem como no Brasil. Esse tema ofuscou um conjunto de problemas.
Sensacional, ainda não tinha me ocorrido isso. Outro trecho interessantíssimo da entrevista concebida à Mônica Bérgamo:
Por que é a favor do casamento entre gays?
[O casamento entre pessoas do mesmo sexo] não significa que tenha que ser entre gays. Pode ser entre pessoas heterossexuais. Isso conduziu a um alargamento de vantagens também de outros grupos. O casamento se transformou numa instituição reguladora de projetos de vida e de patrimônios. Por exemplo, duas senhoras heterossexuais, que têm um apartamento. Uma delas pergunta: ‘Se você morrer, vou parar onde? Quem vai herdar seu apartamento são os seus sobrinhos, e eles me põem na rua’. Qual a solução para isso? Casam-se. Elas são uma família.
Tem a íntegra da entrevista devidamente surrupiada nesse link aqui.
Copa 2014 no Brasil? ‘Dá pra sentir o cheiro daqui’ (da Inglaterra, no caso – jornal de domingo 2)
O que o senhor espera da Copa no Brasil, em 2014?
Há algumas semanas, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, deu um piti público cobrando o governo brasileiro para que acelerasse as construções para a Copa. Estranhei muito, porque não imagino que o governo brasileiro se recusaria a financiar uma Copa. Vocês são loucos por futebol, estão desenvolvendo sua economia, têm recursos e podem achar dinheiro para isso. Uma fonte havia me dito que Valcke e Ricardo Teixeira tinham tirado férias juntos, estavam de bem. Então, o que está por trás dessa gritaria? É pressão para o governo brasileiro colocar mais dinheiro público nas mãos da CBF. Mundialmente, as empreiteiras têm envolvimento com corrupção. Dá para sentir o cheiro daqui.
Andrew Jennings, único jornalista a ser banido das coletivas de imprensa promovidas pela Fifa. Inglês, ele já escreveu dois livros sobre as sujeiras da Comitê Olímpico Internacional (COI) e um nessa mesma vibe sobre a Fifa. No Estadão.
ao som de Janelle Monae – Locked Inside | Kate Nash – Later On | Janelle Monae e Big Boi (do Outkast) – Tightrope | Kate Nasch – Pickpocket | Janelle Monae e Of Montreal – Make the Bus
Antes de soltar o passarinho, Lula deu um trato na D. Marisa (???)
‘Olha, Mococa (era esse o apelido de Greenhalgh [advogado, ex vice-prefeito de São Paulo]), avisa que vai ter só meia hora de festa. Depois, dá um jeito de acabar com essa bagunça que eu quero dar um trato na Marisa e dormir cedo’, teria dito Lula, segundo Greenhalgh. Entre abraços e copos de cerveja, Lula foi até o quintal e soltou um passarinho.
‘Quando voltei pra casa achei um absurdo aquele passarinho estar na cadeia. Eu não tinha a dimensão de que soltando um passarinho, ele poderia morrer. Certamente, ele morreu, mas morreu em liberdade’.
Trechos de Lula, o inimigo do estado, revista Época São Paulo de janeiro.
Jornal de domingo: Marcelino & Marina
O blog anda às moscas, eu sei. Bola pra frente.
Primeiro, o escritor Marcelino Freire (hype na Realejo Livros – pelo menos entre alguns funcionários), ilustrando o meu ‘drama caiçara’ [sic] (‘a vida não anda boa?? Mas tem sempre a praia pra aliviar, né?’), n’OESP:
Estava cansado de tanta beleza, sol, praia… (…) eu queria essa bagunça. (…) preciso de uma cidade veloz. (…) Recife amanhece. São Paulo acorda. Eu precisava de uma cidade que me acordasse.






