‘That’s hot’


Paris Hilton na Sapucaí (‘that’s cold | that’s hot’)

Uma coisa é ter mulheres na praia, seminuas, bebendo vários barris de cerveja. Outra, bem diferente, é ter uma mulher de vestido negro, na janela de um quarto de hotel, com uma lata de cerveja na mão. Para os moralistas da cerveja, na praia vale tudo. No quarto, não vale nada. E quando surge uma imagem demoníaca dessas, a solução é proibir. Na cabeça deles, a imagem degrada as mulheres e, em especial, a mulher loira, universalmente considerada a versão feminina de Forrest Gump.

Para o insulto ser perfeito, só faltava que o governo brasileiro liberasse o comercial sob a condição de Paris Hilton usar burca da cabeça aos pés. Não riam. Brasília está longe de Teerã, sim. Mas o espírito é o mesmo.

O cronista português João Pereira Coutinho na Folha, em texto que apesar de ter saído há um semana ainda é pertinente.

Jornal de domingo – city lights

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O impacto (…) (da lei que removeu as propagandas, placas e luminosos das paredes, fachadas de lojas, bares etc) (…) foi positivo.

Mas também trouxe perdas, já que privar São Paulo do brilho colorido dos neons, típica de grandes centros urbanos, é um tanto cruel.

Basta pensar na Times Square em Nova York, ou Piccadily Circus em Londres [não concordo com este, veja nas fotos], ou Tokio. Com a lei, uma visualidade muito característica nossa se perdeu.

Talvez a lei devesse ser flexível, e permitir os neons em certos lugares (como em Londres e Nova York, aliás)

Estado


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