Foi culpa de SANTOS o piriri de D. Pedro!


Porto de Santos no ano da independência (hoje, parte do Centro da cidade) pelo ‘herói’ local Benedito Calixto

O destino cruzou o caminho de D. Pedro em situação de desconforto e nenhuma elegância. Ao se aproximar do riacho do Ipiranga, às 16h30 de 7 de setembro de 1822, o príncipe regente, futuro imperador do Brasil e rei de Portugal, estava com dor de barriga. A causa dos distúrbios intestinais é desconhecida. Acredita-se que tenha sido algum alimento malconservado INGERIDO NO DIA ANTERIOR EM SANTOS, no litoral paulista, ou a água contaminada das bicas e chafarizes que abasteciam as tropas de mula na Serra do Mar. (…)

(…) Santos [era uma] (…) cidadezinha de 4.781 habitantes (…)

Capítulo O Grito do livro 1822, de Laurentino Gomes.

+livros

Chegou linha nova de camisetas n’A Fase!

A Fase! é a marca mais legal de street/skate wear de Santos, tenho pelo menos umas três camisetas deles.

E ACABA de chegar à loja essa nova linha de t-shirts de muito bom gosto cujas estampas foram boladas pelo Ricardo ‘Verso 33‘ Rodrigues.

Cada uma sai por $29,90 (pechincha, vai!), e se você levar quatro, paga $99,90 – economia legal de umas 20 pratas.

A Fase! fica na rua Teixeira de Freitas, 75, no Campo Grande, mas quer uma dica de como chegar lá?? Pega a rua Pedro Américo (aquela ao lado do Extra, paralela à Francisco Glicério) e segue sentido canal 2 até ela acabar: a loja vai estar à esquerda na Teixeira de Freitas.

Isso, se antes você não topar com os stickers com o nome e o logo da marca espalhados pelas placas de trânsito ali nas redondezas *rs!

Segunda a sábado até as 18h.

Quando o Santos FC deu uma pausa na guerra

Estamos em 4 de fevereiro de 1969. Uma sangrenta guerra civil assola a República Democrática do Congo após um golpe militar. Milhares de dissidentes são mortos, o caos domina as ruas. Estrangeiros são obrigados a deixar o país, a situação está fora de controle.

Naquele dia, porém, algo de estranho acontece: os tiros silenciam e a paz volta por algumas horas. Grupos rivais surpreendentemente resolvem declarar um armistício – algo que as Nações Unidas vinham tentando havia tempos em vão. O motivo: o país inteiro, unido, deseja assistir a uma partida do Santos Futebol Clube com Pelé no ataque. Só que as regras africanas são claras: o Santos de Pelé deveria jogar com as duas seleções rivais em pé de guerra. O rei do futebol não se fez de rogado: deu seu show em duas partidas, animando as torcidas que, por um instante, esqueceram a discórdia.

Assim que os jogos terminaram e a delegação brasileira foi embora, o conflito recomeçou.

Nunca na história mundial, um esporte havia conseguido parar uma guerra.

Na última Continuum, revista do Itaú Cultural.

Momento jabá de decoração: tapetes da ‘Bibiana-mãe’!

Amigona festeira Bibiana manda avisar que a mamãe anda fazendo tapetes, veja só que legal!

O modelo abaixo já é (quase) meu, mas você pode escolher outros pelo Barbantes Mágicos.

O jabá feito, Bib’s, você agora pode depositar a quantia combinada no banco tal, agência aquela lá, conta… (hehe! – #brinks)


(o charme do bola-de-pêlo coadjuvante!)

Os toys de pano mais ***fOfUxOs*** da galáxia

Jornal de domingo, 2 – vale-cultura: ah, então tá explicado

Recente paper da Universidade de Georgetown sobre o mercado cinematográfico no Brasil aponta o preço dos ingressos como entrave para o crescimento do setor. ‘A gente tentou antecipar o vale-cultura‘, disse a produtora Paula Barreto, referindo-se ao programa que prevê isenção de Imposto de Renda a empresas que bancarem vale para trabalhadores gastarem em cultura.

Produtores contam que até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quis ‘estrelar’ o filme. Ao encontrar o diretor, o tucano brincou, dizendo que faltava seu personagem na cena do velório da mãe de Lula. Na ocasião, FHC estava ao lado do então líder sindical.

Estadão

Mais fotos do filme (que, pelo cartaz, aparenta ser uma bomba):


(a perda do dedo)

(agora três em Santos, na sequencia: ‘o trabalho desde a infância, com a Bolsa do Café ao fundo, ‘vendendo laranja nas barcas’ e ‘casa de Santos’. Outras aqui):

Jornal de sexta: de crocodilo?

+cine no Papa

Lembra do BDS?

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O Rapha de outro dia ressuscitou o texto abaixo, que eu escrevi pro finado Blogs de Santos, tocado junto com o Sagas e a Elise (mais eles do que eu, na verdade).

Fizemos faculdade juntos, o Rapha e eu, e só fomos descobrir que já nos conhecíamos antes disso agora, quase dois anos depois de formados (‘tendeu’??).

Sinto saudade da época, meus textos soavam melhores (o Rapha me disse alguma coisa pelo MSN como ‘college kills talent’ ou algo assim, e com que eu concordo quase plenamente):

*

“Pode ligar os holofotes, chamar os fotógrafos e estender o tapete vermelho”
Foi nesse clima de deboche que teve início a conversa pela internet com Raphael (19), guitarrista do Thanguery, de Guarujá. A banda é uma das cinco atrações do Sketchfest, que acontece nesta sexta-feira, dia 28, no Praia Sport Bar, em Santos. O grupo foi formado em 2003 e ainda conta com Gabriel (19) nos vocais, Bruno (17) no baixo e William (18) na bateria.
O bate-papo seguiu descontraído. Raphael ainda não fazia parte do Thanguery no começo, quando o grupo “era meio punk”. Ele entrou como segundo vocal na banda e logo foi rejeitado. “Eu superei o trauma”. Depois de algumas semanas dedicadas a rituais de magia negra, a vaga de guitarrista surgiu e Raphael a assumiu. “Eu poderia contar mais detalhes sobre a história, mas tenho medo de represálias governamentais”, explica.
A origem do nome Thanguery, segundo Raphael, remete à uma saga cinematográfica. Depois de tanto procurarem em barras de chocolate pelo passe dourado que daria acesso à Fantástica Fábrica de Chocolates de Willy Wonka, os integrantes da banda acabaram encontrado um outro cartão, rosa, onde estava estampado o nome Thanguery e um número de telefone.
“Ligamos para o numero e sabe o que falaram do outro lado? “Hello angelsss!!!”. Nesse mesmo momento passaram na rua o carro da pamonha, o caminhão do gás e um amolador de facas. Achamos que eram evidências claras de algo que não tínhamos a menor idéia! Como somos ligados com o além resolvemos adotar o nome. Simples assim. Coisas do cotidiano mesmo”.
Tanta ironia pode ser logo atribuída à pouca idade dos integrantes. No fervor da entrevista, parecia mais ser uma tática inteligente de defesa contra as perguntas pré-moldadas do jornalista: “de onde vem o nome da banda?”, “como o grupo se formou?”, etc, etc, etc.
A brincadeira acaba quando o assunto é a situação das bandas independentes. Raphael se transforma no porta-voz de todos os bravos guerreiros do underground ao decretar que estar em uma banda longe do alarde da mídia grande é um hobby, uma batalha contra o movimento limitador da renovação musical.
“Uma parcela dessa culpa é do próprio underground, que fica se prendendo e guardando informações como se fosse um tesouro. O pessoal ainda tem aquela idéia de que mostrar o som é se vender. Não é bem por ai. Para quanto mais gente você toca, mais você espalha sua idéia”.
E afinal, qual é a idéia, o som que o Thanguery quer espalhar? O caldeirão de influências vai desde os preferidos de Raphael – Slayer, Sepultura, Ratos de Porão, Frank Sinatra e Chico Buarque -, passando pela preferência emo de William e Gabriel até o gosto mais punk de Bruno. “Tem gente que brinca que é emogrind”, diz Raphael.

‘Pode ligar os holofotes, chamar os fotógrafos e estender o tapete vermelho’

Foi nesse clima de deboche que teve início a conversa pela internet com Raphael (19), guitarrista do Thanguery, de Guarujá. A banda é uma das cinco atrações do Sketchfest, que acontece nesta sexta-feira, dia 28, no Praia Sport Bar, em Santos. O grupo foi formado em 2003 e ainda conta com Gabriel (19) nos vocais, Bruno (17) no baixo e William (18) na bateria.

O bate-papo seguiu descontraído. Raphael ainda não fazia parte do Thanguery no começo, quando o grupo ‘era meio punk’. Ele entrou como segundo vocal na banda e logo foi rejeitado. ‘Eu superei o trauma’. Depois de algumas semanas dedicadas a rituais de magia negra, a vaga de guitarrista surgiu e Raphael a assumiu. ‘Eu poderia contar mais detalhes sobre a história, mas tenho medo de represálias governamentais’, explica.

A origem do nome Thanguery, segundo Raphael, remete à uma saga cinematográfica. Depois de tanto procurarem em barras de chocolate pelo passe dourado que daria acesso à Fantástica Fábrica de Chocolates de Willy Wonka, os integrantes da banda acabaram encontrado um outro cartão, rosa, onde estava estampado o nome Thanguery e um número de telefone.

‘Ligamos para o numero e sabe o que falaram do outro lado? ‘Hello angelsss!!!’. Nesse mesmo momento passaram na rua o carro da pamonha, o caminhão do gás e um amolador de facas. Achamos que eram evidências claras de algo que não tínhamos a menor idéia! Como somos ligados com o além resolvemos adotar o nome. Simples assim. Coisas do cotidiano mesmo”.

Tanta ironia pode ser logo atribuída à pouca idade dos integrantes. No fervor da entrevista, parecia mais ser uma tática inteligente de defesa contra as perguntas pré-moldadas do jornalista: ‘de onde vem o nome da banda?’, ‘como o grupo se formou?’, etc, etc, etc.

A brincadeira acaba quando o assunto é a situação das bandas independentes. Raphael se transforma no porta-voz de todos os bravos guerreiros do underground ao decretar que estar em uma banda longe do alarde da mídia grande é um hobby, uma batalha contra o movimento limitador da renovação musical.

‘Uma parcela dessa culpa é do próprio underground, que fica se prendendo e guardando informações como se fosse um tesouro. O pessoal ainda tem aquela idéia de que mostrar o som é se vender. Não é bem por ai. Para quanto mais gente você toca, mais você espalha sua idéia’.

E afinal, qual é a idéia, o som que o Thanguery quer espalhar? O caldeirão de influências vai desde os preferidos de Raphael – Slayer, Sepultura, Ratos de Porão, Frank Sinatra e Chico Buarque -, passando pela preferência emo de William e Gabriel até o gosto mais punk de Bruno. “Tem gente que brinca que é emogrind”, diz Raphael.

Vereador de Santos quer retirar semáforos e pontos de ônibus para dar fluidez ao trânsito

Foi com um certo ar de espanto que eu li primeiro na internet (e depois fiz questão de comprar a edição impressa do Diário do Litoral em que a matéria foi publicada), sobre a proposta de um vereador de Santos, o Odair Gonzalez, para reduzir o número de semáforos na cidade, e assim aumentar a fluidez do trânsito.

O Sr. Gonzalez com certeza não deve morar nas proximidades da av. Ana Costa, onde este escriba reside e presencia diariamente dois dos efeitos colaterais da nossa sociedade viciada no automóvel: 1) no horário em que eu escrevo este texto, por volta de 2h50 da madrugada, a avenida se torna uma verdadeira pista de corrida/rachas, imagine então com menos semáforos de que jeito seria…

E 2) o sinal verde para o pedestre atravessar a rua demora DEMAIS para acender (os carros, mais velozes, acredite, é que tem preferência). E não é só: o tempo para travessia dos transeuntes é EXTREMAMENTE pequeno (o cruzamento entre a av. Ana Costa e rua Pedro Américo, numa das esquinas do hipermercado Extra, não me deixa mentir).

Entende-se que o número de carros nas ruas da cidade deva aumentar com a chegada de várias empresas (e consequentemente, pessoas) no embalo pela instalação do escritório da Petrobras que vai gerenciar as descobertas do pré-sal na Bacia de Santos.

Mas o pensamento do vereador vai contra as atitudes sensatas da CET santista de, por exemplo, criar dois corredores de ônibus durante os horários de rush no começo e fim do dia na Ana Costa (com previsão de outros em vias movimentadas da cidade).

Agora, o cúmulo

Mas o sr. Gonzalez não para por aí: ele também sugere a retirada de um terço dos pontos de ônibus da cidade (!!!) com o mesmo propósito de melhorar a fluidez do trânsito de Santos.

Eu pensava durante a leitura da matéria, ‘mas e o cidadão que trabalhou o dia inteiro, está todo quebrado no fim do expediente, e agora vai ter que andar mais para chegar a um ponto e pegar o ônibus de volta pra casa?’.

E foi quando o texto veio com a resposta, nas palavras do sr. Gonzalez:

‘Com estas medidas estamos incentivando tanto o desenvolvimento econômico quanto a saúde do cidadão. O passageiro ao procurar um ponto de ônibus irá caminhar um pouco mais, incentivando as caminhadas, os exercícios físicos, combatendo o sedentarismo, o estresse e, consequentemente, aumentando sua expectativa de vida’.

É mole?

Você se preocupa com a saúde e a expectativa de vida da população, sr. Gonzalez? Bom, retirar semáforos não é uma boa idéia, porque, lembra daquelas aulas no primário?: eles são a garantia de segurança do pedestre. Quanto menos deles, mais atropelamentos, mais MORTES, sr. Gonzalez, e isso não tem nada a ver com ‘aumento da expectativa de vida’, não é?

Ah, mas o senhor quer aprimorar a saúde do santista? Pois não! Que tal investir em mais opções esportivas e de lazer, por exemplo, hein??

Para o distinto [sic] vereador, #fikadika para a leitura de um texto:

Crônica de uma morte à toa, a de Adriano da Fonseca
Para perder a vida no trânsito, você só precisa andar na linha, como ocorreu com o ajudante de sapateiro

Crônica de uma morte à toa, a de Adriano da Fonseca
Para perder a vida no trânsito, você só precisa andar na linha, como ocorreu com o ajudante de sapateiro