Textos inacabados #3 – entrevista com o Copacabana Club

Como falei deles aqui outro dia, segue entrevista com o Copacaba Club pro site Vaga-lume (aquele mesmo, das letras de música), outro material que acabou nunca sendo publicado – until now:

 

De onde surgiu o nome da banda (isso é vontade de curitibano morar no Rio, hehe?)
Estávamos fazendo uma lista de possíveis nomes para a banda para que todos votassem. A maioria dos nomes tinham um ou dois votos, então nunca chegávamos a nenhuma conclusão. Depois de dois meses sem decidir nada, durante um ensaio veio a sugestão de que o nome deveria ter uma palavra tropical, bem brasileira. Na mesma hora começamos a falar nomes e palavras que fossem referências nacionais. O primeiro nome que saiu foi Copacabana Boys, mas como temos duas meninas, não dava. Depois veio Copacabana Kids, mas achamos que podia ficar um pouco infantil. E na hora que o Tile falou Copacabana Club, todos toparam. 

 

Quando e como criaram a banda?
O Luli, Ale e o Tile tocavam juntos no ESS. O Ale foi morar em Londres uns anos, e quando voltou em 2007 encontrou o Luli, e durante uma conversa no bar do Luli, o James, combinaram de se juntar pra fazer um som novo. A idéia era fazer um som bem diferente do ESS. Mais dançante, e mais balada. Desceram para o primeiro andar do bar, e convidaram a Claudinha pra tocar junto. E a Cami estava junto na roda. Ela nunca tinha tocado em outras bandas e não sabia tocar nada. Marcamos o primeiro ensaio. A princípio com o Ale tocando baixo e o Luli na guitarra. Depois de uns 2 meses de ensaio estávamos sentindo que precisava de mais uma guitarra. Chamamos um amigo para substituir o Ale no baixo, mas ele não foi. Aí chamamos o Tile. E deu super certo.

 

Qual são as idades dos integrantes e profissão de cada um?
Cami (25) desistiu da carreira de engenheira e hoje trabalha como fotógrafa. Cláudia (27), arquiteta e DJ. Ale (29), vendedor de tenis. Luli (32), DJ. Tile (30), geógrafo.

 

E as influências?
Cada um tem as suas…
Ale: Stevie Wonder, Stereolab, Todds, Maria Betânia, Vinícius de Moraes, Toquinho e das bandas novas !!! (Chk Chk Chk), Phoenix, MGMT…
Luli: de tudo um pouco.
Claudia: Jesus and Mary Chain, Interpol, Yeah Yeah Yeahs.
Cami: de todas as fases da minha vida e estilos musicais acho que trouxe um pouco de cada. The Clash, The Cure, Elliott, Radiohead, Saves The Day, Doves, das bandas mais novas Arcade Fire, Mylo, Elefant, The Franch Kicks, Hot Chip, Lykke Li, The Dø, MGMT.
Tile: Rolling Stones e Primal Scream.

 

Eu posso chamar o som de vocês de ‘folk-indie-pop-bossa-nova-eletrônico-retrô-festeiro’ ou vocês preferem um outro??
Não estamos seguindo nenhuma linha. Não pensamos em rótulos. Acho que cada um que escuta, acaba encontrando sua própria definição. Deixamos a critério do público. O maiso que vim engraçados até agora foi num blog, onde escreveram indie-festa!

 

Quando ouço ‘King of the Night’, eu imagino que o show de vocês seja com muita gente dançando e pulando, cantando a plenos pulmões. Enfim, como é a experiência de ver o Copacana Club ao-vivo?
A reação do público é ótima. Normalmente o público daqui de Curitiba assiste aos shows parados. Sem dançar. E durante os nossos shows percebemos que as pessoas não conseguem ficar paradas. Principalmente, quando tocamos as músicas mais dançantes. E quando a Cami se mistura com o público chamando todo mundo pra entrar na onda não tem quem resista. Nos últimos dois shows fizemos as duas versões remix ao vivo. O público se mistura com a banda, e todo mundo dança junto. 

 

Como se chama o primeiro EP? Existem planos para gravação de um disco? E gravadoras, estão buscando, já houve o interesse de alguém? 
Essas primeiras músicas que gravamos imaginamos fazer parte de um primeiro EP ainda virtual, o que está no myspace. Chamamos de King Of The Night mesmo. Temos planos de gravar mais duas ou três músicas no próximo mês. Ainda de maneira independente. É claro que se surgir a oportunidade de um selo, gravaremos um disco completo. Enquanto isso não acontece, vamos continuar lançando as músicas pela internet.

 

(achei melhor omitir a última pergunta, que era sobre datas de show, já que a entrevista foi feita em junho, quase julho)

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