Culturettes

Vários advérbios podem descrever o novo álbum de PJ Harvey, desde que sempre acompanhados do adjetivo ‘ruim’. Inapelavelmente ruim. Desesperadamente ruim. Imperdoavelmente ruim. Assustadoramente ruim.

Resumindo bem o que esse disco coautoral de PJ e Parish: alguém toca banjo…

… e ela berra por cima como uma cabrita

O sempre tããão afável Álvaro Pereira Júnior (aqueeele do Fantástico, da Globo, também), em sua semanal Escuta Aqui, coluna do caderno Folhateen, do jornal Folha de S. Paulo, sobre A Woman a Man Walked By, da referida cantora.

 

Muitos cineastas, escritores e artistas são abençoados com a longevidade, mas nem todos chegam à verdadeira tardeza, fase em que a maestria colide com uma sensação inquieta de coisa inacabada, em que a contemplação da mortalidade inspira resignação e ao mesmo tempo revolta. 

Uma obra tardia é ao mesmo tempo familiar e estranha, característica do artista e no entanto díspar de tudo o que a precedeu. Um catálogo de obras tardias canônicas poderia incluir os nenúfares de Monet, os papéis recortados e colagens de Matisse, as últimas peças de Ibsen e a Nona Sinfonia e os seis últimos quartetos de cordas de Beethoven. 

(…) nos encontramos neste momento à beira de uma era de filmes tardios de Woody Allen e Clint Eastwood, por exemplo, que não dão sinais de desacelerar.

‘Ufa! Já vi o filme do Charlie Kaufman, não tenho que passar mais por isso’, dizia alguém há dias.

O crítico Inácio Araújo sobre o novo filme do prodígio de Hollywood, Sinecdoche, New York.

 

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