Haynes e o calcanhar de aquiles da originalidade

Primeiro texto, curtinho, para a oficina de crítica de cinema que eu estou fazendo com o Christian Petermann (do Todo Seu, programa do Ronnie Von) e começou ontem no Sesc Santos, parte integrante da programação do Festival Sesc Melhores Filmes 2009, itinerante.

Uma dica, é que os ingressos para as exibições que acontecem no Cine Arte Posto 4 são distribuídos às 17h30, uma hora antes do começo da sessão, e a sala (de apenas 48 lugares) enche rápido, por isso chegue cedo – e leve algo pra ler ou o MP3 player pra escutar, enquanto espera pelo começo do filme.

O primeiro título, de ontem, foi o Não Estou Lá, alvo da micro-crítica abaixo. Hoje tem Encarnação do Diabo, do Zé do Caixão, depois Vicky Cristina Barcelona (sexta, 8), Estômago (domingo, 10), A Questão Humana (segunda, 11), Linha de Passe (terça, 12), Onde os Fracos Não tem Vez (quarta, 13), Batman – O Cavaleiro das Trevas (quinta, 14) e pra encerrar, Nome Próprio (sexta, 15), sempre às 18h30, todos altamente recomendados:

 

Em Não Estou Lá (I’m Not There, 2007), o personagem principal dispara a máxima: “não crie nada”. As consequencias práticas em subverter o conselho são o mote para que o diretor norte-americano Todd Haynes persiga o protagonista por quase toda a fita. E não só ele como o próprio Haynes acaba sendo de certa forma prejudicado por sua inventividade, porém costumeira, uma vez que os expectadores do filme é que sentirão na pele as dores e as delícias da escolha que o diretor fez por uma narrativa nada convencional.

Para isso, o cineasta fraciona vida e obra de um certo ícone da música de raíz dos Estados Unidos, para depois reagrupar a bel prazer, de forma não linear, seja as suas etapas biográficas (interpretadas ora por Cate Blanchett), alter-egos (Heath Ledger), anseios de working class heroe (Christian Bale e Richard Gere) e viagens alucinógenas, embalados por um clima de falso documentário com requintes de filme experimental, uma homenagem à imagem e semelhança do ‘objeto de estudo’ da produção, Bob Dylan.

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Uma consideração sobre “Haynes e o calcanhar de aquiles da originalidade”

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