Jornal de sábado 1: o óbvio ululante?

[O economista John Maynard] Keynes prognostica um aumento tão acentuado da produtividade que, no prazo de cem anos, estaríamos em vias de nos livrar da necessidade de trabalhar para satisfazer as necessidades básicas. Para o autor, lá por 2030 não teríamos de trabalhar mais que 15 horas semanais e dedicaríamos o restante do tempo ao lazer e à cultura.

Com isso – e é aqui que o texto fica mais intrigante -, ocorreria uma espécie de emancipação moral do homem: a acumulação de riquezas deixaria de ser percebida como algo importante e estaríamos livres para retornar a uma ética mais tradicional que condena a avareza, a usura e o amor pelo dinheiro.

Pragmático, porém, Keynes alerta: “Este tempo ainda não chegou. Por pelo menos mais um século, devemos fingir para nós mesmos e para os outros que o justo é injusto, e o injusto, justo, pois o injusto é útil, e o justo, não“.

Na Folha de S. Paulo.

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