Jornal de domingo – tráfico & cinema, livros & impostos, Rússia & pobreza

O homem chega carregado à Assembleia de Deus Ministério da Restauração, em Senador Camará, zona oeste do Rio. 

Olho inchado, as feições deformadas, perna com fratura exposta, está inconsciente de tanto apanhar de traficantes. ‘Era para ter tomado logo um [tiro de pistola] .40 na cara, vendeu pó royal em vez de pó [cocaína]. Demos um pau mesmo, era para ter morrido, tapear os outros é motivo de cerol, cortar todinho e sumir‘, diz para a câmera, de cara limpa, Juarez Mendes da Silva, o Aranha, 28, chefe do tráfico de um complexo com 15 favelas na zona oeste do Rio e 150 ‘funcionários’ armados, ao custo mensal de R$ 94 mil. Foi ele quem determinou a surra. 

Aranha tem tatuagens nos antebraços: em uma lê-se Jesus, na outra Cristo. Jura que pretende abandonar o tráfico para ficar com Jesus. Como controla tudo? ‘É Deus!’ O documentário ‘Dançando com o Diabo’ expõe a complexidade e contradições do universo de violência, do tráfico e da polícia, e a eventual libertação pela religião, em linhas tortas e tênues. 

Documentário mostra rotina do tráfico no Rio

 

(…) a medida mais absurda é a instituição da figura dos ‘mediadores’ de leitura – ou seja, pessoas que tentariam incentivar o hábito de ler na população. Como se vê, o governo do presidente Lula não abandonou a compulsão pelo ‘dirigismo cultural’, que foi evidenciada, em seu primeiro mandato, pelas tentativas de criação de um Conselho Federal de Jornalismo (CFJ) e de uma Agência Nacional de Cinema e Audiovisual (Ancinav). Quem serão esses ‘mediadores’ de leitura? De que modo serão escolhidos? Em que medida isso não pode levar a um festival de contratações de ‘companheiros’? Acima de tudo, o que garante que os ‘mediadores’ sejam mais eficientes do que os professores de ensino básico e como evitar que convertam seu trabalho em mero proselitismo partidário-ideológico?

A extravagante ideia de criação de um imposto para estimular o hábito da leitura só poderia vir de um governo cujo chefe já afirmou várias vezes que não gosta de livros e que não lê ‘porque dá sono’.

O imposto do livro

 


47% dos russos – a maioria, acredita que a causa por alguém ser pobre no país é ‘de responsabilidade da pessoa’

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