‘Madruga boladona’*

Há cinco meses no cargo, José [Afonso da Costa, 57, funcionário de um estacionamento] ainda estranha a vizinhança [da rua Augusta]. De um lado, um clube GLS [sic – LGBT agora], onde ele utiliza o banheiro – ‘unissex e sem divisórias’. De outro, um salão de cabeleireiros aberto até altas horas para atender travestis e prostitutas. Em frente, uma boate com shows de sexo explícito. José diz não entender como é que homem sai de mão dada com homem, mulher bem arrumada bebe vodca no gargalo e maconha é consumida feito tabaco. Mesmo divorciado, ele resiste ao papo de ‘uma moça linda, que quer muito mudar de vida, mas cobra R$ 100 a hora‘. Seu único pecado é a gula, ouriçada pelo cheiro dos espetinhos. ‘Saem 200 unidades por dia’, diz o responsável pela grelha, que não se identifica – talvez com receio do traficante de cocaína que faz ponto na mesma calçada. ‘Tô devendo coisa?’, interrompre uma prostituta. ‘Três espetinhos’, R$ 6, responde o churrasqueiro (…)

São Paulo de Madrugada, Época São Paulo.

*Tati Quebra Barraco – Boladona


+ São Paulo no Papa

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