Jornal de domingo – O lado B dos Beatles

Hamburgo foi uma jornada de iniciação num porto estrangeiro, cuja geografia tem paralelos com a de Liverpool, berço natal dos heróis ingleses. Foi num inferninho chamado Indra Club, antigo bar de strip tease na Grosse Freiheit, que eles cantaram (em alemão) Komm gib mir deine Hand (I Want to Hold Your Hand). Tocavam seis horas por noite para bêbados e depois iam dormir atrás da tela de um cinema imundo, o Bambi Kino. A evolução do senso de identidade do grupo se deu ali, nessa rebeldia contra o ethos burguês, na busca de afirmação marginal e individual dos heróis. George Harrison tinha apenas 17 anos. Paul McCartney tentou incendiar sua cama no Bambi Kino. Foi parar na cadeia. Lennon juntou-se a eles na ‘humilhante’ volta a Liverpool.

(…) a aproximação de Lennon do empresário Brian Epstein não foi só musical. Epstein, que praticava sexo violento com operários, segundo o autor, mantinha um apartamento para encontros casuais na Falkner Street, em Liverpool, e interpelou timidamente Lennon em 1963, quando a Inglaterra ainda punia com a prisão os homossexuais. Epstein teria sublimado essa paixão ao se tornar empresário do grupo (…)

O lado B dos Beatles num ensaio sério

+ de outros 100 posts sobre música no Papa

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