‘Urbanisticamente, é um desastre’

Louvando o novo prédio, o arquiteto e o calculista afirmam que ele é ‘o maior edifício suspenso do mundo’ [aquele escuro retangular ali à esquerda, sob as duas coluna]. E daí? Eles se vangloriam como se o ineditismo técnico fosse de suma importância para o futuro da humanidade.

Gastando energia em retórica desgastada, Niemeyer deixa de lado questões atuais como a eficiência energética – o complexo tem a maior área de vidros da América Latina. Fachadas envidraçadas voltadas para as faces ensolaradas, por exemplo, é um erro primário que exigirá mais energia do ar-condicionado.

Por fim, além de um auditório pouco gracioso, o conjunto é completo por um centro de convivência, com restaurantes e lojas, que pretende substituir a rua – o espaço primordial de convivência urbana.

(…) Urbanisticamente, é um desastre. O governo deveria permanecer na região central, renovando edifícios subutilizados e incrementando a vida urbana. (…)

O arquiteto Fernando Serapião, editor executivo da revista Projeto Design, sobre a nova Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte, sede do governo mineiro. Hoje na Folha (fechado, infelizmente…)

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