MInhas poucas – e será equivocadas? – palavras sobre a seleção de Dunga


(bobo)

Dunga não entendeu o espírito do jogo.

O torcedor brasileiro comum – aquele imortalizado nas palavras de William Bonner como Homer, o matriarca da família animada de Os Simpsons, não pretende ver na Copa do Mundo uma seleção asséptica, formada pelo elenco coadjuvante da nossa fina flor futebolística além-mar.

Queremos ver no campo a partir de junho aquele mesmo drama das telenovelas, só que em horários tão inadequados como os das 11h e 15h30 (trabalhador brasileiro vai ao delííírio), para quando estão marcados os primeiros embates do Brasil na competição contra, respectivamente, Coréia do Sul e Costa do Marfim.

Queremos o drama pessoal do atleta consagrado e multimilionário que com o melhor do mundo nas mãos, sucumbiu às recordações da infância pobre e voltou à ‘comunidade’, para o apelo fácil de mulheres e alteradores de consciência (cerveja, eu digo, não vão vocês pensar besteira…).

Drama carioca este descrito, parecido com o do gaúcho também inebriado pela aura de luxúria da nova corte européia – o jet-set capitalista, e acusado de ter sido o pivô para o fim de um casamento ‘global’ ao arrastar o companheiro novato, e portanto inocente, para a GAN-DAI-A.

Queremos o drama de mais outro fluminense (de nascença, não ‘de camisa’), ”queridinho’ – no pior que o termo pode significar – dos tablóides, que também se deixou levar pela vida fácil, porém não se recuperou das sequelas pelo corpo que essa escolha propiciou.

Queremos o drama de dois jovens que disseram rezar (um precoce goleador-dançarino de moicano) e não dormir na noite anterior ao dia da escalação (um gigante adolescente, retranqueiro dos melhores – parecido inclusive com um jovem Dunga), torcendo pela oportunidade de estar lá.

Queríamos Adriano Imperador, Ronladinho Gaúcho – até Ronaldo Fênomeno, além de Neymar e Paulo Henrique ‘Ganso’, entre outros, muitos outros.

Não parece a Seleção do Brasil: parece a confraria dos amigos de Dunga chamados para não perder a última chance de viver a ‘experiência’ da Copa. É a Tradição, Família e Propriedade (TFP – oficial | Wikipedia) da CBF, como já tinha comentado no Twitter.

E tenho dito – ou não.

+esporte

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2 comentários em “MInhas poucas – e será equivocadas? – palavras sobre a seleção de Dunga”

  1. Gosto pra caramba dos seus textos, mas achei bem pesado seus comentários sobre a escolha do Dunga… não acompanho futebol, vc vai me achar otária por estar descordando se nem ao menos eu saiba quem é Neymar… Eu tenho só uma pequena palavra. Fé. Quem garante que ganhariamos com os craques citados em seu texto com suas histórias bizarras extra-jogos…

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