Bookcrossing* ROOTS!

O modismo chamado O Código Da Vinci, o romance histórico-policial de Dan Brown, estava no auge quando o Eurostar, serviço europeu de trens de alta velocidade, divulgou a notícia de que, ao cabo de um ano, quase mil exemplares do best-seller haviam sido deixados na linha Londres-Paris.

‘O que pensar disso?’, perguntou-se uma colunista, chocada. ‘Devemos achar que as pessoas jogam livros fora como se fossem lenços de papel?’, perguntou outro articulista – ambos na França. ‘Sinal da má qualidade da trama’, concluiu viperinamente um suplemento cultural. ‘Quantos exemplares não foram atirados pela janela ou descartados no vaso do toillette!?’, debochou o colunista.

Os promotores do filme baseado no livro não demoraram a usar a notícia a seu favor. O mistério dos livros perdidos se converteu em jogada de marketing. O fenômeno seria um sinal do envolvimento dos tantos leitores que, no embalo de Dan Brown, pegavam o trem para visitar o Museu do Louvre para ver de perto a tela do pintor renascentista.

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