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(Quem não entendeu a última, é só procurar pelos vídeos do Bom Dia Brasil de hoje, e do comentário de abertura do William Waack no Jornal da Globo da madrugada)

Tem a ver, Álvaro Pereira Junior no Folhateen:

Realengo e San Diego, mórbida semelhança

NUMA SEGUNDA-FEIRA qualquer de março de 2001, uma notícia explodiu na internet: um jovem de 15 anos abriu fogo numa escola pública de San Diego, EUA, matando duas pessoas e ferindo 13.

Eu vivia a poucas horas dali, em San Francisco. Sabia que a ensolarada SD recebe muitos brasileiros, talvez um estudasse no colégio.

Relativamente novo na área, sem muita entrada na comunidade brazuca, recorri aos suspeitos de sempre: editores de jornais para imigrantes do ‘Brazil’.

Os de San Diego garantiram: impossível ter brasileiro na escola. Percebi que não estavam nem aí com a história.

Com a amiga Silvia Barandier, dona do ‘Brazil Today’, de San Francisco, foi diferente. Quando recebeu minha ligação, ela já estava atrás da mesma coisa. Depois de algumas horas, chamou de volta: ‘Achei um menino de Pernambuco’.

Comprei passagem pela web -na época, uma novidade- e saí correndo para o aeroporto. Nem dava para esperar uma autorização do ‘Fantástico’, para onde seria a reportagem. Eu sabia que o pessoal no Brasil daria o OK.

Dois dias depois dos assassinatos, entrevistei o brasileiro. Gravamos na porta da escola, em meio a um tumulto monstro. Depois fomos até a casa da avó, com quem ele morava. A senhora pernambucana deu uma entrevista emocionada e em seguida preparou para nós a melhor carne de sol que já provei (verdade, nunca esqueci).

Jantei e disparei para o aeroporto, para pegar um voo de volta a San Francisco. No caminho, tocou o celular. Eram meu pai e meu irmão, direto do Morumbi, onde assistiam, se não me engano, a São Paulo x Portuguesa.

Na highway de San Diego, fui atingido por um choque de realidades. Meus parentes, no Brasil, divertiam-se no futebol. E eu cobria aquele evento tão sinistro, tão americano: um massacre numa escola.

Faz dez anos. Hoje, Realengo imita San Diego. Tudo mudou, mudou para pior, e foi tão rápido.

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