‘Orgia’

Resenha sobre o Orgia, do argentino Tulio Carella, pensado para revista Rolling Stone Brasil:

Nova edição de livro esgotado há décadas expõe perdição na cidade

No convite para dar aulas de teatro na ‘Veneza dos trópicos’, o ilustre autor argentino encontra a fuga para o casamento de 30 anos e uma alternativa à cena intelectual acomodada de Buenos Aires, com a ditadura à espreita. Mas principalmente, é arrebatado pelos tipos moreno e negro (até o chamado cabra, de pele mais clara) durante as incessantes caminhadas em busca do mais puro sarro nas várias pontes, becos e demais aglomerações da cidade. Ainda assim é um ensaio sobre a solidão: o prazer em excesso prometido no título custa a engatar, e fica mais nas insinuações e tentativas frustradas. No meio tempo, sob o pseudônimo de Lúcio Ginarte (Ariano Suassuna, com quem convive, tambem surge “mascarado”), esboça um afetuoso retrato da socidade brasileira – recifense, em especial, que soa provinciana para a época. Descobertos pela repressão, os longos parágrafos, de um refinamento natural, viraram objeto de culto e levaram o autor à prisão no Brasil. Na terra natal, ainda amarga o ostracismo.

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