‘Perdoe: ser cachorro é não ter mágoas’

Coloque as quatro patas no chão, sem encostar os joelhos. Sinta o cheiro de tudo. (…) Ouça os sons distantes sem filtros, permitindo que o olhar acompanhe. Lamba, babe e perdoe. Ser cachorro é não ter mágoas.

(…) Tentava sentir os cheiros de tudo. Descobri que meu olfato é melhor do que eu imaginava.

Estabeleci como meta de treinamento atravessar o Minhocão como um cachorro, de coleira, sendo conduzido pela Hévelin. Teve gente que ficou com raiva, uma mulher perguntou se eu tinha doença mental.

A gente ainda é muito medroso e intolerante em relação àquilo que é bizarro.

(…) temo que [o homem] esteja se robotizando. Mas existe um lado animalesco. Senti isso no dia em que estava bravo e pela primeira vez na vida tive autorização para rosnar. Foi incrível.

O espetáculo é ficcional, mas foi inspirado numa doença real e bastante rara, nomeada licantropia clínica.

Trechos de matérias na Folha sobre a peça Cão; no link, mais vídeos.

+teatro

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