Eles são tristes, tristinhos…

‘A frase ‘tira o pé do chão’ (marca dos cantores de axé music) é um emblema dessa cultura do entretenimento, publicitária. Estou num momento bem feliz, mas não vou ficar pagando de débil mental. Existe um empobrecimento musical programático. Não podemos fazer harmonias dissonantes, tudo soa difícil. As pessoas têm preguiça de ouvir’, afirma Romulo, que considera o chamado sertanejo universitário ‘o fundo do poço’ e é admirador desde sempre de Nelson Cavaquinho. ‘Para o Brasil potência econômica, em que a classe média está consumindo, o Nelson é um derrotado, um bêbado. É desagradável alguém falar de morte, ‘a luz negra de um destino cruel’.

(…)

É um suicídio comercial. Eu me daria muito melhor se usasse nas músicas tons maiores, andamentos e uns ‘êêê’. Mas, quando eu me sento para compor, só sai tom menor’, diz Flanders, de 26 anos, que fez em novembro um show cantando músicas do atormentado Bob Dylan, mas que diz pagar suas contas fazendo há alguns anos cover dos Beatles. ‘Pagamos caro no Vanguart por cantarmos para as pessoas pensarem. Só fazer canção alegre no Brasil é coisa de quem não pensa. As grandes músicas de Tom Jobim, Cartola, Renato Russo, Cazuza, Lobão foram as que tocaram nas dores da existência’.

Compositores da nova geração abrem mão de músicas alegres

+som

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