Goeldi


(não tem esses banquinhos no MAM – mas bem que podia)

Seu quarto era cheio de pedacinhos de madeira, que ele guardava e lixava, para pendurar na parede ou guardar numa caixa, como joias. Falava dos diferentes tipos de madeira com um carinho e um conhecimento que revelavam as raízes profundas da arte de xilógrafo: ‘Esta é quente e dura; esta outra é sedosa, macia ao corte’. E passava a mão pelos pedaços de tábuas, como a provar o que dizia’.
Ferreira Gular (1930)

*

Eu faço uma exposição no Rio de Janeiro e lá tem minhas gravurinhas na parede. De repente, entra um cara assim e se apresenta: ‘Eu sou o tal do Goeldi. Eu estive aqui’. Ele estava completamente bêbado [ . . . ] tão bêbado que eu não acreditei, sabe [ . . . ], depois eu vi que era um estado mais ou menos permanente naquela época. Ele enche a cara frequentemente, sei lá por que [ . . . ], depois eu vi que ele era um papo maravilhoso. Era desses caras que iam a um bar e ficavam comendo sanduíche. Sabe, aqueles bares do Leblon, bem vagabundos, e então o cachorro passava do lado e ele sempre dava um pedaço da mortadela para o cachorro, sabe, e ficava naqueles papos e tal. [Marcelo Grassmann]

Da revista Moderno, do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), sobre o artista Oswaldo Goeldi, com obras expostas no local.

Me permitem dar uma de Michel Laub?

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