O melhor texto que você lerá sobre o #FuracãoSandy e a cobertura da imprensa brasileira

Tempestade surgiu no Caribe, mas só entrou em pauta nos EUA

Enquanto o furacão Sandy matava 69 pessoas na América Central e no Caribe, pouco se via sobre ele nos jornais daqui. Bastou a ventania entrar nos radares americanos para entrar, também, na pauta da imprensa brasileira (…).

(…) escoado o aguaceiro, resta, além das mortes, a ideia de que ainda falta ao jornalismo internacional brasileiro criar sua própria agenda, em vez de comprar a dos outros.

Não é fácil. Ter como ofício a missão de decidir que morte é digna ou não de entrar na edição é tarefa ingrata. Na dúvida, a saída é sempre seguir a pauta dos grandes jornais do Norte, o que faz com que o rádio do meu carro me dê a impressão de estar dirigindo em Nova York algumas vezes.

Nas redações, a piada mais comum é a de que um americano assustado equivale a uns 40 centro-americanos mortos ou uns 50 corpos africanos e por aí vai.

A vida humana, para os jornalistas, não tem, definitivamente, o mesmo valor em todo o mundo.

E o drama de um personagem que tenha o perfil do meu leitor ‘rende mais’ que o de um senhor qualquer, num excêntrico país onde a morte é tão frequente que já nem rende notícia.

(…)

Nosso tsunami tem hora marcada. Vem todo ano. Aliás, o próximo já está chegando. (…)

O jornalista João Paulo Charleaux na Folha de hoje.

Nana Gouvêa* (who??) faz ensaio sem noção em meio à destruição do #FuracãoSandy

#FuracãoSandy – ‘o estado das notícias locais vs. Twitter’

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