ARTE NEGRA, 2: Catra, ‘117 quilos de puro negão’, camiseta ‘eu amo rock’ e quem é realmente ‘veado’ pra ele…

Mr. Catra, 44, esparrama seus ‘117 kg de puro negão’ sobre um sofá de couro branco, numa sala privada do clube Royal, no centro de São Paulo. Nesta noite quem o acompanha é Silvia, uma das duas mulheres que ele chama de ‘esposa’, mulata de curvas e temperamento acentuados. (…)

(…) ele se compara às modelos do pintor colombiano Fernando Botero. Ou, como prefere, ‘o cara que tinha tesão nas gordinhas’. (…)

Catra tinha, até o fechamento desta coluna, duas mulheres grávidas, ‘duas consortes’ que poderiam ser promovidas a ‘oficiais’, 21 filhos, agenda de shows em cinco continentes, ‘um zilhão’ de amigos (como Seu Jorge, Marcelo D2 e o ex-BBB Kléber Bambam) e mil ideias na cabeça sempre sob boné.

Depois de um disco de samba em 2012, quer somar à sua discografia álbuns de rock, eletro, rap e sertanejo. O último já tem nome: ‘Mr. Cauntry’, com parceiros como Munhoz e Mariano, do hit ‘Camaro Amarelo’.

‘Além de artista muito original, é um personagem sensacional’, opina o produtor musical Nelson Motta. E cita frase memorável de Catra: ‘Boquete e copo d’água não se negam a ninguém’.

(…) Há algumas semanas (não lembra a data), foi a uma festa do amigo e ex-jogador Ronaldo. Mais detalhes também não dá. ‘Aquilo só quem viu, viu. Nossas festas são assim. E é proibido comentar da porta pra fora. Entendeu ou não entendeu?’. E gargalha.

Seu primogênito, Alandim, 20, também sobe ao palco. Catra instrui: ‘Pra sair com o filho tem que ser mulher de bem. Vem de mente aberta e de pernas também’.

O show é como um ataque epiléptico sonoro. Bob Marley, Amado Batista (ou ‘Mamado’) e ‘Dirty Dancing’ têm vez na trilha. Os funks vão de ‘Uh, Papai Chegou’ (‘ela dá pra nóis / que nóis é patrão / ela quer bolsa da Armani, da Louis Vuitton’) a ‘Retorno do Jedy’. Nesta, mostra um lado espiritual: ‘o senhor é meu pastor e nada me faltará’. A letra alude também ao tráfico de drogas.

(…) ele chega de tamanco Crocs, jeans e camisa com os dizeres ‘eu amo rock’ à sala de um hotel quatro estrelas na zona leste de SP. (…) Seu guia, diz, é Salomão, rei de Israel que teve várias mulheres.

E ‘veado’, para ele, é ‘o homofóbico que bate em homossexual’ e depois ‘vai lá comer travesti à noite’.

Quer distância da política. ‘A não ser que um dia tenha eleição para rei com plenos poderes. Aí me elejo’.

Domingo na coluna da Mônica Bérgamo, na Folha;

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