Já estamos vivendo na Matrix??

(…) Uma máquina mais inteligente que a humanidade criaria ela mesma máquinas ainda mais sofisticadas, sem precisar de programadores humanos. A inteligência artificial cresceria por conta própria (…). Esse processo tenderia ao infinito, com máquinas dando à luz máquinas incríveis que depois criam máquinas ainda mais fantásticas. E nós ficaríamos só assistindo.

(…) em 2045 (…), um único computador será mais inteligente que a humanidade inteira.

Uma máquina com tamanho poder seria tão fascinante quanto perigosa. Por um lado, ela seria capaz de coordenar e executar todas as atividades hoje atribuídas a nós, como escrever um grande romance ou unificar numa só teoria a física quântica (que rege o universo subatômico) e a relatividade (que dita as ordens no mundo das coisas grandes) – algo que Einstein morreu tentando fazer. Tudo isso em questão de segundos. Lindo. Por outro lado, qual é o nível de respeito que uma máquina assim teria pela gente? Estamos falando de um ‘sujeito’ para quem um Einstein ou um Dostoievski são só cachorrinhos – e nós, formigas. A gente não dá muito valor à habilidade intelectual de uma formiga, certo? Isso dá a noção exata do tamanho do perigo. Estamos criando uma possível ‘forma de vida’ ultrapoderosa que pode ou não compartilhar nossos valores éticos e morais. (…) uma entidade fundada em 2008 (…) oferece cursos de pós-graduação focados em ‘montar, educar e inspirar um grupo de líderes’. A esses líderes caberá ‘guiar o desenvolvimento’ dessa superinteligência artificial que estaria por vir. A esperança por trás da iniciativa é que essas máquinas já nasçam ‘cultivando’ valores como democracia, liberdade de expressão… Em suma, fazer com que elas, mesmo sendo vastamente mais poderosas que nós, tenham ‘bom senso’ suficiente para não nos destruir. ‘As pessoas dizem: `Ei: isso não soa como uma estratégia infalível’ (…). ‘E não é mesmo. Mas é o melhor que podemos fazer’.

(…) ‘Um dia poderemos descarregar nossas lembranças num computador preservá-las’ (…). Esse ‘descarregamento’, em tese, pode significar o upload da sua consciência para dentro de uma máquina. A mente continuaria viva após a morte do corpo. E acabaria deitada eternamente no berço esplêndido de um simulador de realidade…

Bom, provavelmente caberá à máquina decidir se você vai saber que vive numa simulação. Ela pode achar que é melhor você não saber de nada, e ir tocando a vida achando que tem um corpo, que respira, que vai morrer um dia… Se for assim, inclusive, a singularidade pode já ter acontecido. E nós estaríamos vivendo agora mesmo numa ilusão, numa ‘Matrix’. Essa hipótese, ao menos filosoficamente, não tem como ser refutada, já que não dá para imaginar o que uma inteligência superior é realmente capaz de fazer. Ou de já ter feito.

Trechos de 2045: o ano em que os computadores assumirão o poder, texto sensacional da Superinteressante que alguem que eu já não me lembro mais agora postou no Twitter;

Papagoiaba no Facebook

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s