‘Ter 60 anos não é a mesma coisa hoje do que era antes’

‘A humanidade está enfrentando uma nova situação social: a vida está cada vez mais prolongada. Ter 60 anos não é a mesma coisa hoje do que era antes, sinônimo de uma idosa em casa’

Gloria (a personagem, vivida com uma intensidade impressionante por Paulina [Garcia], que já parte na frente pelo Urso de Prata) é uma mulher ativa, em busca de sexo, mas sem entrar na paranóia que surge se ele não acontecer. Quando o gato do vizinho a visita, ela o enxota. Se emociona com fotos antigas, mas não é presa aos filhos. Gosta de música, é independente.

Durante a projeção de ‘Gloria’, a música brasileira aparece duas vezes. Em um sarau visitado pela protagonista, uma garota canta ‘Águas de Março’ e, momentos depois, Gloria dança em um clube ao som de ‘Lança Perfume’, de Rita Lee.

‘Desde o começo eu sabia que esse filme precisaria ter algo de Bossa Nova, um certo balanço e equilíbio entre a dor e a ternura’, explica o cineasta. ‘Espero que tenha conseguido isso’.

Trechos do texto do Rodrigo Salem (de novo ele!) sobre o filme chileno favorito até agora no Festival de Berlim, Gloria.

A matéria ainda cita o No, candidato do país ao Oscar – que vem mantendo a regularidade de indicações à categoria desde o ótimo A Bailarina e o Ladrão, do qual tambem já comentei por aqui.

Cinema chileno is the new cinema argentino! (e nós, pra trás…)

UPDATE: Paulina Garcia acaba de ser escolhida como a melhor atriz do festival

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