Tinhorão: o homem que não gostava de rock e Tom Jobim

Tom Jobim como figura humana era uma coisa extraordinária: gostava de passarinho, gostava da natureza… Mas não venha dizer pra mim que ele é uma expressão da cultura brasileira, não é! As harmonias são harmonias americanas, ele chupava música americana. E não é um cara original: ‘Samba de Uma Nota Só’ é ‘Mr. Monotony’, do Irving Berlin (gravado por Judy Garland); ‘Sabiá’ é a overture da ‘Ópera dos Três Vinténs’, de Kurt Weill; ‘Desafinado’ é o samba ‘Violão Amigo’, de Bide e Marçal (cantarola as melodias idênticas de ‘Violão Amigo’ e ‘Desafinado’). Então, não é! Não tem criação! Uma vez, escrevi isso, eles ficaram putos, mas escrevi que Tom Jobim era ‘barriga de aluguel’ da música popular. Quando o inseminavam, ele produzia coisa boa.  Se não fosse inseminado não produzia nada.

Eu não quero escrever sobre esse negócio de rock, esses trecos e tal. Pega Tarik de Souza para escrever sobre Rita Lee e essas bostas de rock e eu escrevo só sobre disco brasileiro.

Trechos da entrevista concedida pelo crítico à revista Jornalismo & Cultura.

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