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CRIOLO >> ‘eu engordei, agora eu como’

Eu engordei 15 quilos, agora eu como.

A gente fala em tom de brincadeira, mas é sério. Os meus amigos de tantas caminhadas do Grajaú para o centro, eles sabem quantos deles me pagaram almoço, janta e tantas outras coisas, que eu não vou tecer aqui uma teoria do coitado, porque a música não merece isso. Você tem que vencer por excelência do seu esforço.

via > Rolling Stone Brasil

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#ROLEZINHO

Há dois modos opostos, portanto, de lidar com o conflito que emana dos alto-falantes de jovens favelados, agora nos shoppings centers.

O primeiro é silenciá-los à força. A desordem deve ser reprimida em prol da boa convivência mercantil.

O segundo é escutar a diferença que enunciam em suas músicas. O samba dos morros já a cantou, depois o rap, hoje o funk. Ritmo, letras e corporalidade são cada vez mais agressivos, por que será? O volume, nem se fala: o canto virou grito e, pasmem…

… segue inaudível.

Jovens que nasceram nas periferias nas duas últimas décadas estão bradando suas demandas políticas em porta-malas de carros financiados. Quadras em ‘p’ resumem ali as alternativas em pauta: ‘Poder e Paz para o Povo Preto’ ou ‘Prisão do Preto Pobre e Periférico’?

Quanto mais se tentar silenciar esses meninos à força, ao invés de escutar o que têm dito, mais barulho eles vão fazer. Ainda há escolha.

Folha

UPDATE | TEM A VER >> O protesto do ostentação

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‘Destruir a Serra do Mar e construir um tobogã de concreto no lugar’

[…] A notícia ruim para o motorista que sofre no trânsito enquanto pensa se chegará a Ubatuba para uma cerveja antes de 2017 é esta: não haveria mesmo justificava econômica para que a capacidade fosse maior do que essa.

Os congestionamentos de feriado representam menos de 1% das horas do ano.

Multiplicar o número de pistas por dez resolveria o problema, mas elas ficariam às moscas no resto do ano, situação que não se paga – exceto se o pedágio fosse de centenas de reais […]

[…] ‘A demanda explodiu, mas as pessoas são incapazes de entender por que a rodovia para no feriado. Pensam que, se não há semáforo, o fluxo deveria ser eterno. […]

‘Não dá para falar ‘pago IPVA, o governo tem de me oferecer pista livre até a praia’. Isso só seria possível se o governo destruísse a serra do Mar e fizesse um tobogã de concreto no lugar.’

Futuro da renda

Embora hoje seja vendido quase o triplo de carros no Brasil do que há dez anos, em função da expansão da renda e do crédito, tudo indica que estamos longe do teto de consumo. A renda do brasileiro, por exemplo, ainda é quase quatro vezes menor do que a do americano.

Isso não significa que nada possa ser feito para diminuir o problema. Países europeus, por exemplo, têm usado sensores para reduzir engarrafamentos – ou métodos menos tecnológicos, como não liberar todas as crianças em férias de uma vez só.

No caso brasileiro, estradas de ferro poderiam aliviar tanto o fluxo de cargas quanto de turistas nas estradas.

Cinco motivos econômicos para esperar novos congestionamentos

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