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#GlennGreenwald

Glenn Greenwald Is Ralph Nader

[…] Aprendeu a guardar o celular na geladeira, sem a bateria, para não ser rastreado nas cidades do mundo em que desembarcar para trabalhar. O aparelho pode ser transformado em GPS ou microfone por arapongas, mesmo que eles estejam distantes de seus alvos.

[…] ‘O sistema de espionagem conta com 25 mil funcionários diretos e 50 mil prestadores de serviço. É impossível proteger segredos, ainda mais na era digital’. São dois bilhões de e-mails e dois bilhões de telefonemas capturados diariamente pelos EUA, segundo conta.

O problema é dissecá-los. ‘Estudos mostram que o serviço de espionagem colheu evidências suficientes sobre o 11 de Setembro, antes do atentado. […]

[…] Bradley Manning, o militar que vazou informações ao Wikileaks […] ‘Ele mostrou muitos crimes [como militares americanos matando jornalistas no Iraque do alto de um helicóptero]. Ninguém foi processado, só quem os divulgou. Ele não machucou ninguém. Isso dá vergonha’.

Amor em tempos de guerra

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Porque NÃO LER o ‘Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo’

[…] O livro isola casos de ditaduras africanas de seu contexto anterior de colonialismo e escravidão, lista absurdos de ditadores reais e conclui que ‘quem destruiu a África foram os líderes africanos’.

Justapõe as expectativas de vida antes e depois da Revolução Industrial, constata o aumento, ignora o que possa perturbar a equação entre qualidade e quantidade e conclui que a mecanização foi a melhor coisa que poderia ter acontecido aos pobres.

Lista o número de pessoas a quem a comida com agrotóxicos alimenta hoje para sugerir quanta gente estaria faminta caso o mundo ainda dependesse da agricultura orgânica familiar.

[…] No limite do mau gosto, lista as baixas de uma possível invasão por terra dos EUA ao Japão em 1945 e deduz quantas vidas foram ‘salvas’ pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki.

E assim por diante, em operações de penoso primarismo argumentativo, pelas quais o livro termina sendo tão ideológico quanto a ideologia que quer combater.

Como sempre ocorre quando o epíteto ‘politicamente incorreto’ é usado com pretensão de heroísmo, apresenta-se uma versão dominante da história, a que confunde os interesses dos poderosos com os da humanidade, como se essa versão fosse minoritária, maldita e, ao mesmo tempo, a única sensata.

Daí não se conclua que o livro é desprovido de interesse. Pelo talento narrativo do autor, ele deve fornecer os exemplos preferidos de história universal dos comentaristas de portais da internet.

Crítica: Trabalho é tão ideológico quanto a ideologia que quer combater

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