Arquivo da categoria: textos inacabados

Textos inacabados #7: Star Trek

Entropia intergaláctica
Traiçoeiro, o espaço sideral continua a pregar peças na raça humana por desafiar os limites do planeta, como no caso de astronautas que nunca mais voltaram à superfície. Criado à imagem e semelhança da humanidade, o cinema também não haveria de escapar, e é terreno fértil para os infortúneos de nosso ímpeto conquistador frente a esta última fronteira.
Dos males o menor: não fosse um mal-entendido cósmico, Star Trek (EUA, 2009) jamais teria chegado à tela grande no último fim de semana, na mais nova tentativa de atualizar uma mitologia cinematográfica para as novas gerações.

Entropia intergaláctica

Traiçoeiro, o espaço sideral continua a pregar peças na raça humana por desafiar os limites do planeta, como no caso de astronautas que nunca mais voltaram à superfície. Criado à imagem e semelhança da humanidade, o cinema também não haveria de escapar, e é terreno fértil para os infortúneos de nosso ímpeto conquistador frente a esta última fronteira.

Dos males o menor: não fosse um mal-entendido cósmico, Star Trek (EUA, 2009) jamais teria chegado à tela grande no último fim de semana, na mais nova tentativa de atualizar uma mitologia cinematográfica para as novas gerações.

Textos inacabados #6: The Rakes no Brasil

Esse eu encontrei por acaso no e-mail, é de 2007 mas coincide com a volta recente do Wry à ativa (a relação entre uma banda e outra você confere abaixo):

 

Espere por algo insano nos shows que a banda britânica The Rakes vai fazer no Brasil esta semana, primeiro no Rio de Janeiro (quinta-feira, 26 de agosto, no Circo Voador) e um dia depois em São Paulo (27/08, no Via Funchal). A recomendação é de Mario Bross, vocalista e guitarrista do Wry, grupo originário de Sorocaba (SP) e radicado em Londres, cuja proximidade com o Rakes já os levou a compartilhar a mesma aparelhagem de som durante uma apresentação na terra da rainha em 2003.

“Já naquele dia eu achei que os caras iriam estourar”, lembra Mario. As duas bandas voltariam a dividir o palco em outras quatro ocasiões. “Foi ótimo, tenho orgulho de saber que fui o primeiro carinha a ir no camarim depois do show”.

E não foi por falta de convite que o Rakes deixou de se apresentar no Brasil.

Textos inacabados #5: White Lies – To Lose my Life

O ano mal havia começado e o primeiro hype de 2009 já tinha nome e nacionalidade: White Lies, da Inglaterra (onde mais?). A aposta no trio londrino, que já chegou ao topo da parada no país de origem, é oportuna para os momentos finais desta década que se despede em dezembro. Isso, porque a banda resume alguns dos recursos mais procurados pelo rock nos anos 00 (menos a eletrônica “pura”, por assim dizer, ainda que ecos da fórmula guitarra + sintetizadores deem as caras neste caso).

A referência que mais salta aos olhos – e ouvidos, é um certo grandiosismo messiânico à la Árcade Fire. Não só isso remete ao grupo canadense como, principalmente, o apreço pelo tema morte. A começar pelo título do trabalho de estréia do White Lies, To Lose my Life (“para perder minha vida”).

Tanto que, se a máxima “Morte – O Grande Momento da Vida”, cunhada pelo autor Neil Gaiman, conterrâneo do White Lies, precisasse de uma trilha sonora, To Lose… cairia como uma luva (não ao conteúdo da graphic novel citada, mas somente ao nome dela mesmo).

Você tem sangue nas mãos / E eu sei que é meu (na música “Unfinished Business”) e Eu vi um amigo que conheci num funeral uma vez (em “From the Stars”, de nome propício) mostram a que veio o White Lies, tudo isso embalado por outras citações ao clero, órgãos de igreja (culpa cristã? Vai saber…), orquestra grandiosa (como no início de “The Price of Love”) ou inserções menores dela ao longo do álbum.

Textos inacabados #4: ‘Medalhista acredita no poder da música’

Leandro Guilheiro

(Isso daqui anda meio parado, eu sei. Mas prometo coisas legais, em que já estou trabalhando, para breve. Coisas legais são difíceis de prospectar, vocês bem sabem…)

Bom, desta vez, outro caso não de texto inacabado, mas que acabou não sendo publicado ‘oficialmente’ – até agora, por questões técnicas/logísticas. Pensado a priori para o Web Magazine:

 

A clássica banda de rock Led Zeppelin pode ter pouco a ver com a filosofia milenar do judô. Mas é embalado pela psicodelia de Robert Plant, Jimmy Page e companhia, que o judoca Leandro Guilheiro, 25 anos, sai do marasmo para ficar ligado no treinanemto rumo à terceira medalha olímpica, nos jogos de Londres 2012.

O atleta da categoria leve (até 73kg) já tem no currículo dois bronzes. O primeiro, conquistado nas Olimpíadas de Atenas, Grécia, em 2004. O outro ele trouxe de Pequim ano passado. No hall das maiores conquistas da carreira, ainda figuram uma prata no Pan-Americano do Rio de Janeiro em 2007 e o ouro no Mundial Júnior (2002).

Mas voltando à música, se notar que está “pilhado” demais e tiver que diminuir o ritmo para não prejudicar o desempenho, Leandro engata uma trilha instrumental com Beethoven e Vivaldi.

Já na volta para casa após o treino, ele prefere o violão de Jack Johnson ou o mito do reggae Bob Marley no carro, para relaxar. “Apesar de eclético, não sou muito fã de pagode”, avisa.

O estilo, no entanto, é um dos preferidos na baixada santista, onde o judoca é radicado e começou a carreira, aos 5 anos. Nascido em Suzano/SP, até hoje divide os treinos entre o litoral, na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) e o tradicional Clube Pinheiros, em São Paulo.

Por tudo isso, Leandro acredita que a música tem sim o poder de “mexer” com o emocional. “Se te motiva na competição, acho válida a tentativa”, diz. No caso dele, a música é uma companheira em momentos de solidão e cansaço, principalmente nos treinos fora do Brasil.

Embora o judoca seja categórico: “Quando chego no ginásio, não escuto música” (em Atenas, ele se permitiu assistir no I-Pod a um vídeo institucional). “O esporte que eu pratico não permite qualquer acessório além do judogi (mais conhecido como kimono) e a faixa”, explica.

Tanta obstinação – característica aos praticantes do judô, que não é difícil Guilheiro esquecer da música que toca em um ambiente qualquer quando está focado no treino.

É com essa mesma dedicação que ele pretende tocar a carreira até os “30 e tantos anos”. Após vencer uma dolorosa seqüência de 6 cirurgias entre Atenas e Pequim, ele está no melhor momento da carreira, motivado e saudável.

“Na China eu estava com uma lesão séria e tinha consciência de que poderia ter ido mais longe, mas fiquei muito grato por ter o privilégio de conquistar minha segunda medalha olímpica consecutiva”. Que venha o ouro desta vez na Inglaterra, embalado por muito Zeppelin, Marley, Beethoven…

Textos inacabados #3 – entrevista com o Copacabana Club

Como falei deles aqui outro dia, segue entrevista com o Copacaba Club pro site Vaga-lume (aquele mesmo, das letras de música), outro material que acabou nunca sendo publicado – until now:

 

De onde surgiu o nome da banda (isso é vontade de curitibano morar no Rio, hehe?)
Estávamos fazendo uma lista de possíveis nomes para a banda para que todos votassem. A maioria dos nomes tinham um ou dois votos, então nunca chegávamos a nenhuma conclusão. Depois de dois meses sem decidir nada, durante um ensaio veio a sugestão de que o nome deveria ter uma palavra tropical, bem brasileira. Na mesma hora começamos a falar nomes e palavras que fossem referências nacionais. O primeiro nome que saiu foi Copacabana Boys, mas como temos duas meninas, não dava. Depois veio Copacabana Kids, mas achamos que podia ficar um pouco infantil. E na hora que o Tile falou Copacabana Club, todos toparam. 

 

Quando e como criaram a banda?
O Luli, Ale e o Tile tocavam juntos no ESS. O Ale foi morar em Londres uns anos, e quando voltou em 2007 encontrou o Luli, e durante uma conversa no bar do Luli, o James, combinaram de se juntar pra fazer um som novo. A idéia era fazer um som bem diferente do ESS. Mais dançante, e mais balada. Desceram para o primeiro andar do bar, e convidaram a Claudinha pra tocar junto. E a Cami estava junto na roda. Ela nunca tinha tocado em outras bandas e não sabia tocar nada. Marcamos o primeiro ensaio. A princípio com o Ale tocando baixo e o Luli na guitarra. Depois de uns 2 meses de ensaio estávamos sentindo que precisava de mais uma guitarra. Chamamos um amigo para substituir o Ale no baixo, mas ele não foi. Aí chamamos o Tile. E deu super certo.

 

Qual são as idades dos integrantes e profissão de cada um?
Cami (25) desistiu da carreira de engenheira e hoje trabalha como fotógrafa. Cláudia (27), arquiteta e DJ. Ale (29), vendedor de tenis. Luli (32), DJ. Tile (30), geógrafo.

 

E as influências?
Cada um tem as suas…
Ale: Stevie Wonder, Stereolab, Todds, Maria Betânia, Vinícius de Moraes, Toquinho e das bandas novas !!! (Chk Chk Chk), Phoenix, MGMT…
Luli: de tudo um pouco.
Claudia: Jesus and Mary Chain, Interpol, Yeah Yeah Yeahs.
Cami: de todas as fases da minha vida e estilos musicais acho que trouxe um pouco de cada. The Clash, The Cure, Elliott, Radiohead, Saves The Day, Doves, das bandas mais novas Arcade Fire, Mylo, Elefant, The Franch Kicks, Hot Chip, Lykke Li, The Dø, MGMT.
Tile: Rolling Stones e Primal Scream.

 

Eu posso chamar o som de vocês de ‘folk-indie-pop-bossa-nova-eletrônico-retrô-festeiro’ ou vocês preferem um outro??
Não estamos seguindo nenhuma linha. Não pensamos em rótulos. Acho que cada um que escuta, acaba encontrando sua própria definição. Deixamos a critério do público. O maiso que vim engraçados até agora foi num blog, onde escreveram indie-festa!

 

Quando ouço ‘King of the Night’, eu imagino que o show de vocês seja com muita gente dançando e pulando, cantando a plenos pulmões. Enfim, como é a experiência de ver o Copacana Club ao-vivo?
A reação do público é ótima. Normalmente o público daqui de Curitiba assiste aos shows parados. Sem dançar. E durante os nossos shows percebemos que as pessoas não conseguem ficar paradas. Principalmente, quando tocamos as músicas mais dançantes. E quando a Cami se mistura com o público chamando todo mundo pra entrar na onda não tem quem resista. Nos últimos dois shows fizemos as duas versões remix ao vivo. O público se mistura com a banda, e todo mundo dança junto. 

 

Como se chama o primeiro EP? Existem planos para gravação de um disco? E gravadoras, estão buscando, já houve o interesse de alguém? 
Essas primeiras músicas que gravamos imaginamos fazer parte de um primeiro EP ainda virtual, o que está no myspace. Chamamos de King Of The Night mesmo. Temos planos de gravar mais duas ou três músicas no próximo mês. Ainda de maneira independente. É claro que se surgir a oportunidade de um selo, gravaremos um disco completo. Enquanto isso não acontece, vamos continuar lançando as músicas pela internet.

 

(achei melhor omitir a última pergunta, que era sobre datas de show, já que a entrevista foi feita em junho, quase julho)

Textos inacabados #2

(na verdade não é um texto inacabado, e sim escrito para a Rolling Stone, e que nunca foi publicado, o que dá praticamente na mesma, néam?:)

 

Interesses do mundo indie
Tratore proíbe MP3 de seus artistas na Trama Virtual 

O site Trama Virtual disponibiliza gratuitamente o download de MP3 para os internautas e consegue remunerar os artistas por cada música baixada por conta de seus anunciantes. O projeto é sucesso na rede e agrada a quase todo mundo. A Tratore, principal distribuidora de discos do mercado independente, responsável por fazer chegar o CD dos artistas com que tem contrato à 22 estados do país, não quer mais que seus contratados participem do projeto. Sócio da Tratore, Maurício Bussab alega que o site tornou-se um forte concorrente para justificar a decisão. “O artista pode fazer o que quiser com o fonograma no seu próprio site”, diz Bussab, esclarecendo que as bandas podem deixar o disco para download gratuito, mas sem passar pelo esquema da Trama Virtual e, portanto, sem receber por isso. “Até três músicas as bandas podem deixar lá como ferramenta de divulgação, mas o disco todo não da”, explica. A ação da distribuidora está casada com seu objetivo de aumentar de 2% para 5% o faturamento com venda de música digital (o catálogo já está disponível nos maiores portais da internet brasileira).

 Uma das bandas afetadas pela medida da Tratore foi o Ecos Falsos, de São Paulo. O vocalista e guitarrista Gustavo Martins tentou argumentar para não perder a renda obtida pelo download remunerado da Trama Virtual. “Ganhamos uns mil reais através do programa”, diz Martins, que acabou cedendo às novas regras.

O presidente da Trama, João Marcelo Bôscoli, acredita num formato com modelos de comercialização pagos e gratuitos coexistindo e vê com otimismo a ação da Tratore. “Isso é uma prova de que o modelo da Trama Virtual está funcionando”. Quem faz coro é o editor chefe do site, Dagoberto Donato, que minimiza o atrito contando que a ação da distribuidora tem pouco impacto sobre as quase 120 mil faixas do site.

Trama
Passado o susto com a Tratore, a gravadora planeja um calendário movimentado para este ano, depois de um 2007 em que serviços foram terceirizados, houve redução no quadro de funcionários e artistas (saíram Nação Zumbi, Tom Zé, Cansei de Ser Sexy), e apenas dois CDs foram lançados.

Bôscoli revela a intenção de lançar entre 8 e 10 discos em 2008 – os de Móveis Coloniais de Acaju (DF) e da cantora Karine Alexandrino (CE) estariam entre eles. Depois da renovação para a terceira temporada do programa Trama Virtual (Multishow), uma nova empreitada televisiva da gravadora deve acontecer na Cultura a partir de maio, com um quadro no ainda embrionário atração batizada de TV Música.

E não pára por aí: em sua passagem por São Paulo na penúltima semana de fevereiro com a banda goiana MQN, o frontman Fabrício Nobre, também responsável pela Monstro Discos, pode ter acertado com Bôscoli um festival de bandas independentes em São Paulo para o meio do ano. Quem sabe no segundo semestre, até um MP3 Player seja lançado pela Trama, com entrada para instrumentos musicais.

 

Caminho das pedras: Rolling StoneTratore, Trama Virtual, Ecos Falsos, Nação Zumbi, Tom Zé, CSS, Móveis Coloniais de Acaju, Karine Alexandrino, TV Cultura, MQN, Monstro Discos, SP Noise Festival, Multishow

Textos inacabados #1

pharrel

‘Robinho’ da música negra norte-americana salva o Live Earth

Da carreira de Lenny Kravitz, que permanece no limbo desde o último disco de inéditas, Baptism, lançado no longínquo ano de 2004, sobraram apenas os bons riffs roqueiros do single “Where Are We Runnin’?”. Quanto a Macy Gray, não fosse o jabá pago pela Universal à Apple, que estampou a capa do CD Big nas propagandas do iPhone, também não haveria muito a comentar além da cabeleira que insiste em chamar mais atenção do que sua bela e inusitada voz.

Para salvar a escalação internacional do braço carioca do Live Earth (espécie de Live 8 ambiental, capitaneado por um dos maiores defensores da causa hoje no mundo, o “ex-futuro presidente dos Estados Unidos”, Al Gore) eis que surge o nome de Pharrel Williams, espécie de Robinho da música negra moderna norte-americana, que foi comendo pelas beiradas até conquistar respeito e relativo sucesso no showbizz yankee.

Não que isso atraia o interesse da multidão de 700 mil pessoas que são esperadas no Rio de Janeiro para este sábado (07/07), graças ao apelo da parafernália de palco e luz montada sobre a areia da Praia de Copacabana, onde se apresenta uma seleção eclética de artistas que vão desde Xuxa até Jorge Benjor, passando por Vanessa da Mata, MV Bill, Marcelo D2, O Rappa e Jota Quest .

(12/07/2007 21:57)