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A voz de cobre e água marinha de Bethânia

Sua voz também sempre foi assim peculiar, com tons de cobre e água marinha

Cateno sobre Bethânia, na RS BR.

Caetano Veloso, ‘Abraçaço

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‘Imagens douradas de gente pelada’


Carl Sagan

Imagens douradas de gente pelada

Nos anos 70, a NASA lançou duas sondas espaciais, Pioneer 10 e Pioneer 11, que atravessaram o sistema solar, de onde enviaram alguns dados antes de se perderem no espaço sideral. Carl Sagan e seus colegas cientistas, provavelmente sob o efeito de alguma substância dopante, consideraram a possibilidade de as sondas serem encontradas por alienígenas e resolveram incluir dentro delas uma placa dourada com ilustrações. A placa incluía um mapa do nosso sistema solar, a imagem de um átomo de hidrogênio e o desenho de um casal sem roupa, em uma tentativa de dizer: ‘Nós estamos aqui, temos hidrogênio e órgãos sexuais, vamos curtis juntos’. Mas os puristas da NASA decidiram não desenhar em detalhes a vulva da mulher, então ela parece um boneco Ken com tetas.

Mais coisas legais da Vice desse mês:

Aqui jaz um bando de traficantes mexicanos

Qual é o melhor animal de estimação? (Odd Future by Terry Richardson)

‘O Catatau do Cidadão Instigado pode, o maluco do Grajaú não’

Saving Amy

(melhor assim, com os peitos cobertos)

Pode ser classificada como a versão feminina de Lenny Kravitz – embora Amy talvez tenha mais testosterona.

São artistas que retomam momentos anteriores do pop e com eles moldam seu repertório. O ruim é fazer isso sem avançar um passinho sequer.

Mas é exagero dizer que ela mudou o pop. Amy não inova, é uma crooner, como dizem os antigos. Ótima, mas careta no palco. A ousadia está reservada às baladas [nota do blogueiro: ‘careta no palco’?? ‘Ousadia reservada às baladas’??? Tem que ver isso aê…].

Duffy, outra britânica novinha que adora o soul sessentista, injeta britpop nesse estilo e soa mais interessante. Mas seu tipo de menina comportada não é páreo na mídia para o furacão Amy.

Nos anos 1970, o roqueiro Alice Cooper alimentava a imprensa voltada aos excessos das celebridades como Amy faz hoje e vendeu milhões sem inovar um acorde.

Trechos (alguns fora de ordem) de análise do Thales de Menezes hoje na Ilustrada.

‘Parabens, você fala muito bem português’


(o táxi não é brasileiro – é indiano!, mas serve bem ao propósito…)

Em sua recente passagem pela Bienal do Livro de São Paulo, o escritor angolano José Eduardo Agualusa [Wikipedia]contou uma curiosa anedota sobre o desconhecimento do brasileiro em relação aos outros países de língua portuguesa. O escritor precisou explicar a um taxista brasileiro que o lugar de onde vinha, Angola, não ficava no Brasil, mas na África, ao que o taxista prontamente respondeu: ‘Parabéns, você fala muito bem português’.

No jornal de literatura Rascunho, único no Brasil, que todo mundo aí deveria assinar.

Dylan tropical

Existe uma parte na América do Sul onde não se fala espanhol, fala-se português. É um país adorável, com 184 milhões de habitantes vivendo lá. É o gigante da América Latina. Esse país ocupa quase metade do continente. Acredito que seja maior do que os Estados Unidos. Seu lema é ‘ordem e progresso’. É onde você encontra São Paulo e Rio de Janeiro, dois dos lugares com as melhores festas que conheço. Estou falando do Brasil.

Bob Dylan em programa de rádio norte-americano, citado em matéria da Folha sobre suas pinturas do Brasil (!) em mostra na Dinamarca (!!!).