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Duda Mendonça tira a máscara

O publicitário baiano, a princípio, resiste em tirar uma máscara vermelha de Carnaval ao posar para um retrato no camarote da revista Contigo!, em Salvador, anteontem. ‘Fiquei sem máscara o ano inteiro…’

Diz que o mensalão já é página virada. ‘Tô relaxando’, sorri o ex-réu, que foi absolvido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal. E sai cantarolando, dando uma requebradinha: ‘Ôôôôô!’.

Na sacada do camarote, fala sobre política enquanto os trios elétricos passam. Acha que Dilma Rousseff, candidata à reeleição em 2014, e o governador Eduardo Campos (PSB-PE), de Pernambuco, possível candidato, são ‘a mesma coisa’. E anuncia: Vou estar em um dos lados. Vai dar um rebuliço…’

Em 2014, tem outra meta: eleger Paulo Skaf (PMDB), presidente da Fiesp, governador de SP. (…)

Sobre Gabriel Chalita, que também quer ser candidato pelo PMDB, diz, com um sorriso: ‘O Chalita não existe’.

Na coluna da Mônica Bérgamo na Folha de hoje, quase ontem já;

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Bell Marques usa tênis Louis Vuitton no carnaval de Salvador – ‘o maior do mundo, o maior do mundo’


(clica nas fotos pra entender)

(…) O fotógrafo clica o tênis Louis Vuitton de Bell. ‘Se você me disser que é porque quer um igual, eu deixo’.

(…)

Depois de entregar a chave simbólica de Salvador para o Rei Momo e abrir o Carnaval, o prefeito João Henrique (PP-BA) falou com a coluna sobre a greve da PM, encerrada dias atrás:

Folha – Foi uma surpresa?
João Henrique – Sim. Tanto que eu tava fora [no Rio]. Mas, graças a Deus, deu tudo certo. E hoje nós estamos abrindo aí essa festa, que é a maior do planeta, né?

Que lição fica do episódio, que deixou 176 mortos?
A festa é de muita alegria. Hoje é dia de curtir o Carnaval da Bahia. É o maior do Brasil. Não adianta a concorrência. Este aqui é o maior Carnaval do mundo.

Foram 176 mortos.
Não tem concorrência. É o maior Carnaval do mundo.

Na coluna da Mônica Bérgamo hoje na Folha.

+Brasil

‘That’s hot’


Paris Hilton na Sapucaí (‘that’s cold | that’s hot’)

Uma coisa é ter mulheres na praia, seminuas, bebendo vários barris de cerveja. Outra, bem diferente, é ter uma mulher de vestido negro, na janela de um quarto de hotel, com uma lata de cerveja na mão. Para os moralistas da cerveja, na praia vale tudo. No quarto, não vale nada. E quando surge uma imagem demoníaca dessas, a solução é proibir. Na cabeça deles, a imagem degrada as mulheres e, em especial, a mulher loira, universalmente considerada a versão feminina de Forrest Gump.

Para o insulto ser perfeito, só faltava que o governo brasileiro liberasse o comercial sob a condição de Paris Hilton usar burca da cabeça aos pés. Não riam. Brasília está longe de Teerã, sim. Mas o espírito é o mesmo.

O cronista português João Pereira Coutinho na Folha, em texto que apesar de ter saído há um semana ainda é pertinente.