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‘O Som ao Redor’ e a classe média do paraíso ao inferno

Tanto em seus curtas-metragens como no seu longa, ‘O som ao redor’, você trata do universo da classe média. Por quê?

Kleber Mendonça Filho – Este é o ambiente que eu conheço bem. Tem esse lance do cinema brasileiro só retratar a favela e o sertão, mas eu, pessoalmente, não tenho essa experiência. Acho esses ambientes riquíssimos e complexos, mas não tenho nenhuma vivência neles, então, não posso entender como é a vida em uma comunidade pobre. O que eu entendo é a classe média. Para mim é mais fácil falar de coisas que entendo, nas quais tenho conhecimento de caso. Se eu fosse fazer uma cena num café de São Paulo faria nesse aqui em que estamos, e não em um boteco da Vila Belmiro.Por que eu faria lá se eu não conheço o lugar? A classe média entra por isso. Estranhamente, isso é visto com surpresa.

O conceito de classe média, no entanto, é bem vasto…

Sim, hoje a classe média se divide em 10 camadas. Tem um caso que um amigo me contou que ilustra bem isto: a mãe dele, que também é da classe média, ficou indignada porque a faxineira apareceu para trabalhar com um iPhone 3G. Ela pensou: ‘Você não deveria ter um iPhone, você não tem nem dinheiro para comer’.Isso é Brasil! (…)

Entrevista do diretor à Revista Cult;

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Fazendo negócio como um Beatle – e as tretas do fim da banda


(#xatyadus)

‘Os Beatles descobriram algumas grandes verdades: você não pode se envolver em negócios sem se tornar um negociante; você não pode entrar no mercado sem se tornar um capitalista; você não pode supor que, só porque você tem ideais fortes, o resto do mundo vai dividi-los com você’.

Brigas e socos
O livro surpreende pelo teor raivoso das brigas, que só pioraram depois que John Lennon (1940-1980) começou a levar Yoko para o estúdio.

George Harrison não suportava Yoko e chegou a sair da banda depois de trocar socos com Lennon, que imediatamente sugeriu Eric Clapton para o lugar de Harrison.

Hello, goodbye – Longo e doloroso processo de separação dos Beatles ganha retrato minucioso em livro de jornalista inglês

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De volta o difícil Chris Ware

‘(…) raramente duvido que minha mulher e filha estejam sentadas ao meu lado na mesa de jantar. Mas como cheguei ao ponto em que tenho na mesa de jantar uma mulher e uma filha que amo tanto? Essa é a parte estranha’.

O quadrinista Chris Ware (do difícil Jimmy Corrigan – O menino mais esperto do mundo, que eu comprei, comecei a ler há um tempo, logo desisti e ainda não consegui retomar), em entrevista à Folha de hoje, sobre seu último trabalho, Building Stories, que não vem em um fornato convencional e já está esgotado.

+arte&sociedade

Jornalices*

A questão é que jornalistas acreditam que podem decifrar a vida da pessoa no espaço de uma hora, que tiveram um insight psicológico, quando na verdade são necessários anos para conhecer alguém realmente bem, em nível pessoal.

( . . . ) uma vez que você tem o governo envolvido na regulação da imprensa, você está a um passo da censura.

Trechos da entrevista que a jornalista Annalena McAfee (autora de Exclusiva), casada com o tambem escritor Ian McEwan – os dois presentes à Flip, deu à Ilustríssima, da Folha.

*Jornalices

+jornalismo

Nelson Pereira dos Santos confirma: a ABL* não serva pra nada!

Você é também um imortal da *Academia Brasileira de Letras. Como é a rotina como membro? Ela se resume a tomar o famoso chá? 

Além do chá, quando acontece sempre um ótimo papo, e das palestras, conferências, dos recitais, concertos e teatro, funciona o nosso cineclube, que ocorre toda sexta-feira, às 18h30. O programa atual é sobre música de cinema.

Ou seja… – trecho de entrevista do cineasta à Revista da Livraria Cultura.

+arte&sociedade

Foi Maluf que fez?? – trollando o transporte público de São Paulo desde sempre

[Íon de Freitas, que teve a ideia da rodovia dos Imigrantes, do Rodoanel, da CET e da Zona Azul – ufa!] ( . . . ) herdou as obras do metrô, iniciadas na gestão anterior, de Paulo Maluf. ‘Quando assumimos, havia apenas alguns buracos no Jabaquara e muitos pernilongos’, afirma Íon. ‘Maluf percebeu que não daria para inaugurar ainda em seu mandato e deixou a obra de lado’.

Íon contra os viadutos

Maluf fora nomeado secretário estadual de Transportes pelo governador Laudo Natel e, sem jamais abandonar as ambições políticas, pediu a Íon que listasse os cem cruzamentos mais caóticos da capital. A solução, segundo o ex-prefeito, seria construir 100 viadutos em substituição aos semáfotos, uma forma de dar vazão ao tráfego. ‘Santa Ignorância, diz, aos risos, o didático ex-secretário. ‘Num cruzamento, há quatro aproximações, que produzem 16 movimentos. Quando você faz um viaduto, só resolve dois: o tráfego de quem está em cima dele, indo ou voltando’.

@ Época São Paulo

+paulistanices