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Uma forte razão pra terem encanado com DJANGO… (e o porque de ARGO ser mesmo o grande favorito do Oscar)

Em ‘Bastardos Inglórios’, os carrascos eram os alemães em plena Segunda Guerra Mundial, rebentados às pauladas por um judeu com particular talento para esmagar crânios nazistas.

Em ‘Django…’, esse prazer infantil e extravagantemente visual pertence a um escravo. Onde está o crime?

 

O crime, é lógico, está no fato de Tarantino virar o jogo, concedendo às vítimas da história uma espécie de vingança póstuma e cinéfila. As patrulhas politicamente corretas perdoam tudo. Exceto que as suas vítimas de estimação tenham direito a usar paus, chicotes ou armas.

(…) Desconfortável?

Sem dúvida. Mas quem quer verdades confortáveis pode sempre assistir a ‘Argo’, filme dirigido por Ben Affleck que, suspeita minha, vai levar o Oscar de melhor filme neste ano.

Em ‘Argo’, um operacional da CIA entra no Irã revolucionário de 1979 para resgatar o pessoal diplomático da embaixada dos Estados Unidos. Entra sem disparar uma bala, sai sem disparar uma bala.

Honestamente: haverá coisa mais bonitinha?

Coluna do JP Coutinho hoje na Folha;

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Bela maneira de começar o ano, hã?

(…) o escritor Victor Hugo (1802-1885) tinha por hábito escrever despido, pedindo ao criado que escondesse as suas roupas.

Era a única forma de ele ficar sentado à mesa, a trabalhar, sem ceder à tentação da vadiagem pelas ruas de Paris. Como eu o entendo.

JP Coutinho

‘That’s hot’


Paris Hilton na Sapucaí (‘that’s cold | that’s hot’)

Uma coisa é ter mulheres na praia, seminuas, bebendo vários barris de cerveja. Outra, bem diferente, é ter uma mulher de vestido negro, na janela de um quarto de hotel, com uma lata de cerveja na mão. Para os moralistas da cerveja, na praia vale tudo. No quarto, não vale nada. E quando surge uma imagem demoníaca dessas, a solução é proibir. Na cabeça deles, a imagem degrada as mulheres e, em especial, a mulher loira, universalmente considerada a versão feminina de Forrest Gump.

Para o insulto ser perfeito, só faltava que o governo brasileiro liberasse o comercial sob a condição de Paris Hilton usar burca da cabeça aos pés. Não riam. Brasília está longe de Teerã, sim. Mas o espírito é o mesmo.

O cronista português João Pereira Coutinho na Folha, em texto que apesar de ter saído há um semana ainda é pertinente.

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Que onda, que onda, que onda, que dá
Que bunda, que bunda

‘Você não vê dizer que todos nós demos passagens para a [apresentadora Adriane] Galisteu. Não é que eu não gostaria…”, brincou o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), em referência a uma viagem paga pela cota do deputado Fábio Faria, ex-namorado de Galisteu.

(…) os suíços desenvolveram um mecanismo que permitirá a qualquer internauta digitalizar o seu próprio odor e enviá-lo ao objeto do seu afeto, como quem envia uma foto ou um e-mail.

 

Acho que ouvi, em uma canção de Madonna
‘When you look at me, I don’t know who I am’

Diferentemente de Osama e Condoleezza
Eu não acredito em deus

 

ao som de Mickey Gang – Horses can’t Dance | Amy Winehouse – Fuke me Pumps | Lissy Trullie – Ready for the Floor Hot Chip Cover | A-Ha – Take on Me The Twelves Remix | Radiohead – Reckoner The Twelves Remix | U2 – Get on your Boots Justice Remix | Luisa Mandou um Beijo – Borboleta Imperial | The Phantom Band – Throwing Bones