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Textos inacabados #4: ‘Medalhista acredita no poder da música’

Leandro Guilheiro

(Isso daqui anda meio parado, eu sei. Mas prometo coisas legais, em que já estou trabalhando, para breve. Coisas legais são difíceis de prospectar, vocês bem sabem…)

Bom, desta vez, outro caso não de texto inacabado, mas que acabou não sendo publicado ‘oficialmente’ – até agora, por questões técnicas/logísticas. Pensado a priori para o Web Magazine:

 

A clássica banda de rock Led Zeppelin pode ter pouco a ver com a filosofia milenar do judô. Mas é embalado pela psicodelia de Robert Plant, Jimmy Page e companhia, que o judoca Leandro Guilheiro, 25 anos, sai do marasmo para ficar ligado no treinanemto rumo à terceira medalha olímpica, nos jogos de Londres 2012.

O atleta da categoria leve (até 73kg) já tem no currículo dois bronzes. O primeiro, conquistado nas Olimpíadas de Atenas, Grécia, em 2004. O outro ele trouxe de Pequim ano passado. No hall das maiores conquistas da carreira, ainda figuram uma prata no Pan-Americano do Rio de Janeiro em 2007 e o ouro no Mundial Júnior (2002).

Mas voltando à música, se notar que está “pilhado” demais e tiver que diminuir o ritmo para não prejudicar o desempenho, Leandro engata uma trilha instrumental com Beethoven e Vivaldi.

Já na volta para casa após o treino, ele prefere o violão de Jack Johnson ou o mito do reggae Bob Marley no carro, para relaxar. “Apesar de eclético, não sou muito fã de pagode”, avisa.

O estilo, no entanto, é um dos preferidos na baixada santista, onde o judoca é radicado e começou a carreira, aos 5 anos. Nascido em Suzano/SP, até hoje divide os treinos entre o litoral, na Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) e o tradicional Clube Pinheiros, em São Paulo.

Por tudo isso, Leandro acredita que a música tem sim o poder de “mexer” com o emocional. “Se te motiva na competição, acho válida a tentativa”, diz. No caso dele, a música é uma companheira em momentos de solidão e cansaço, principalmente nos treinos fora do Brasil.

Embora o judoca seja categórico: “Quando chego no ginásio, não escuto música” (em Atenas, ele se permitiu assistir no I-Pod a um vídeo institucional). “O esporte que eu pratico não permite qualquer acessório além do judogi (mais conhecido como kimono) e a faixa”, explica.

Tanta obstinação – característica aos praticantes do judô, que não é difícil Guilheiro esquecer da música que toca em um ambiente qualquer quando está focado no treino.

É com essa mesma dedicação que ele pretende tocar a carreira até os “30 e tantos anos”. Após vencer uma dolorosa seqüência de 6 cirurgias entre Atenas e Pequim, ele está no melhor momento da carreira, motivado e saudável.

“Na China eu estava com uma lesão séria e tinha consciência de que poderia ter ido mais longe, mas fiquei muito grato por ter o privilégio de conquistar minha segunda medalha olímpica consecutiva”. Que venha o ouro desta vez na Inglaterra, embalado por muito Zeppelin, Marley, Beethoven…

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